sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Quanto custa ser rico?

Riqueza, bens materiais, roupas caras e um carro novo. Será mesmo que ser rico é o que estamos acostumados a ver e ouvir? Pois eu digo que não, e pouca gente percebe isso.
Segundo o IBGE, Curitiba é a 4ª capital mais rica do país. Uma notícia assim pode animar, revoltar ou não significar nada. De fato, sozinha ela não significa nada, mas quando pensamos no contexto que ela envolve podemos tirar várias conclusões. Vamos a elas.

Curitiba é uma capital de negócios, grandes empresas se instalaram aqui nos últimos tempos, e grandes empresas possuem grandes e caros executivos. Seus salários são mais do que suficiente para elevar o PIB de qualquer cidade.

Curitiba ostenta, para um fã de carros até que não é ruim, mas a verdade é que o curitibano adora mostrar o carro novo. E não estou falando de populares zero km ou médios enfeitados, numa cidade onde Fusion e New Civic viraram figura fácil em qualquer esquina, quem quer aparecer precisa de mais de 100 mil reais com certeza. Até rolam umas particularidades engraçadas, como por exemplo, pude perceber que a porção da cidade que é rica a mais tempo (moradores do Batel > Ecoville) preferem o clássico Mustang. Enquanto os novos ricos (espalhados por Portão e de lá pra baixo) são mais o chamativo Camaro. Preste atenção.

Curitiba paga mais caro, já não é de hoje que a inflação em nossa cidade é maior que a média do resto do país. Se nós topamos em pagar mais é, de certa forma, porque podemos? Não sei, mas a verdade é que o custo de vida em Curitiba têm aumentado. Mas ainda assim, em comparação com cidades como, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e até mesmo Porto Alegre, ainda não pagamos tanto por uma pizza ou para sair para jantar. Deve ser por isso que (e ai comparo com Recife e Campo Grande) aqui é fácil encontrar uma Ferrari quando se está indo jantar em Santa Felicidade, nas outras não. Aliás, um vizinho meu têm uma Ferrari!
Curitiba paga não só em dinheiro. Não é tão simples achar que somos rico e só. Curitiba é também a 6ª capital mais violenta do país. Chama atenção nos negócios e nos bandidos, a insegurança nos obriga a trancar cada vez mais nossas casas, o seguro dos automóveis aumenta e nossa tranquilidade em andar na rua diminui.

Mas no fim, tudo isso é ser rico? Só sou rico se tenho um Camaro? Como eu disse antes, minha opinião é um pouco diferente. Posso não ter todos os bens materiais que gostaria, mas têm uma coisa que eu não abro e não abrirei mão tão fácil. Tranquilidade, segurança financeira e pé no chão. De que adianta assumir uma parcela de 500 ou 600 reais por mês se não é o que me fará satisfeito? Sempre soube que eu não tenho paciência para ficar com um mesmo carro por mais de um ano ou dois, sendo assim, só estaria jogando dinheiro fora. E outra, sempre tive uma ligação diferente com isso, alguns automóveis são mais do que meros meios de transporte, logo, não se trata de ano, não se trata (só) de motor, se trata de bem estar.

Acho que é isso, encontrei a expressão que procurava, Bem Estar. Quando você se sente bem consigo mesmo, com o que é e com o que têm. Não importa o que os outros pensam de você.

Você não precisa ostentar, colar na testa onde mora ou quanto ganha, só precisa estar feliz e satisfeito, ser você e não se arrepender do que faz e fala. Ser rico é um status que muitos profissionais bem sucedidos não são, e um prazer que qualquer um pode usufruir.
A riqueza está no brilho dos olhos da mulher amada, está no "sorriso" sincero do seu fiel cachorro, está na sua sensação em saber que está guiando o que é seu, comprado com seu próprio esforço, está num céu estrelado e num belo amanhecer com sol. A riqueza é você quem faz meu amigo, não o que os outros vêem de você.

Quanto custa ser rico? Pode custar a vida de quem ostentou tanto e acabou chamando atenção de quem não devia. Pode custar todo o sono de quem se endividou para parecer ter. Pode custar uma ou duas escolhas negativas na hora certa.

E como eu sempre digo, pode custar apenas um bom planejamento. Seja rico, seja feliz, seja por você e não pelos outros.

A decepção estará sempre em volta de você, com cada pessoa que você cruza no seu dia a dia. Mas ao lado dela sempre estará a surpresa boa. Saiba enxergar os dois lados e dar a importância certa para cada um deles.

Música do post, Always Somewhere - Scorpions.

Feliz Natal a todos, um imenso obrigado e um forte abraço!


terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Mudanças, boas ou ruins?

Mudar é sempre algo ruim? É sempre algo bom? Pode significar muito como pode significar nada? No bem da verdade todas estão certas, parcialmente. O erro já começa por essa maldita palavra, sempre. Ser pra sempre está em desuso, hoje em dia não há mais sentido exato para a palavra sempre. Mas de qualquer forma, mudar, em Economia e na vida... vamos lá.
"Eu conheço bem, essa coisas são assim. Deixe o sal no mar, deixe o amor em mim".

Principalmente após a crise de 2008/2009, o mundo têm mudado, algumas potências têm se retraído. Países como o Brasil e a China têm ganhado lugar de destaque. Pena a maioria da população de ambos não ter tantos motivos para comemorar. É verdade que a nossa nova classe média está gastando e consumindo mais. Mas o que não percebem é que mais de 60% das famílias está comprometendo uma parcela muito maior do que deveria com dívidas. Casas novas, carros novos, viagens para o exterior, delírios de consumo além do limite da normalidade. E o que o governo vai fazer? Diminuir ainda mais a taxa de juros. Sim, eu diria que vamos fechar 2012 com algo em torno de 9,5% na Selic. Eu não concordo! Nunca concordei com juro baixo. Imposto baixo. Olha o tamanho desse país? Apesar de muito viverem em condições sub-humanas, ainda estamos melhor do que a imensa massa da população chinesa. É fácil achar que lá é melhor quando você só enxerga as grandes cidades e a classe alta que hoje vive, certamente, seus melhores dias.

"Algo enfim mudou e a casa não está tão vazia". (ainda está).
"O mal já passou e as noites trouxeram outros dias" (vão trazer).

O progresso e a Copa de 2014 pedem passagem, doa a quem doer. Não posso dizer que não concordo, nem fazer protesto, como a velha teoria de Schumpeter, a inovação criadora também destrói tudo que ficou pelo caminho e não têm a intenção de mudar. Curitiba está começando a ver que, mesmo para míseros quatro jogos da primeira fase, a cidade precisa se mexer. Ainda como uma onda que poucos vêem, a procura por alugueis para o período da copa começam a aumentar, as obras de infra-estrutura, sobretudo nos corredores de acesso à cidade, e principalmente, as desapropriações. Desde a região metropolitana, para construção e melhoria de ruas e estradas. Até o óbvio, a desapropriação de imóveis na região da Baixada, estádio do Clube Atlético Paranaense onde serão os jogos. Minha dica é, quem já não vendeu, venda logo! Quanto mais perto, a maquina pública vai começar a usar suas armas para retirar dali algumas casas e edificações antigas, e no final isso se dará a preço de banana. Moradores da região, fiquem espertos.

Turismo, como eu e alguns colegas de trabalho adiantamos a uns dois anos, hoje o destino preferido pelos curitibanos é a capital argentina, Buenos Aires. Já tive a oportunidade de escrever sobre esta bela cidade aqui em outra ocasião (Post Buenos Aires) e é fato, a cotação da moeda argentina, a proximidade e o fato de não precisar de passaporte transformam a cidade num dos melhores destinos da América Latina.
"A dúvida acha você, mas deixa a tristeza pra lá. É preciso errar para aprender... a acertar".

Carros, a onda de automóveis chineses provoca algo de muito positivo no mercado nacional. O lançamento de novidades a preço "justo". A Chevrolet está lançando o Cobalt, um sedã meia boca a um preço comparável aquela "maravilha" de J3 Turin. Enquanto a Nissan lança o Versa (nesse eu aposto) a um preço que parte de 35mil. Aliás, com uma tabela bem abaixo da Hyundai e o fato de ser japonesa e não coreana, estou muito confiante de que a Nissan, juntamente com a Renault, tem tudo para se consolidar como as melhores gamas de automóveis do país.

Cerveja, outrora representada e distribuída aqui pela Kaiser, a Heineken vira a mesa, compra a marca nacional e investe pesado para melhorar a desgastada imagem da cerveja do baixinho. De novo, já falamos aqui sobre a Heineken (Post Heineken) e é justamente tudo que falamos antes que torna essa gigante uma mestra em reconstruir imagens e reestruturar um mercado atualmente dominado pela maior do mundo, ninguém menos que a InBev.

Cerveja II, apesar de tudo eu continuo sendo um grande fã das boas marcas artesanais, como a pequena Bierbaum de Treze Tílias, SC, só cuidado ao abrir porque a fermentação delas é um pouco temperamental.

"Seja como for, é preciso seguir caminho. Eu roubei as flores e me feri com os espinhos. Não deixe o sonho morrer. O mundo ainda vai te provar... tanta coisa".

Banda curitibana, de reggae, já tive a oportunidade de ir em alguns bons shows.
"Deixa esse medo pra lá..."

Música, os clássicos nunca saem de moda, e também há a possibilidade de ser um novo clássico. Tipo música de nicho, que poucos conhecem mas é capaz de satisfazer a quase todos. A dica de hoje é, Joss Stone!

Gostaria de agradecer publicamente aos bons amigos que contribuíram para cada detalhe de mais uma semana. Um almoço, um bom dia, o questionar da noite de sono, uma música, e a todos que não pensaram em nada disso. Muito obrigado a cada um que lê esses textos, ora gigantes e complexos, ora simples e por vezes até com pouca graça. Forte abraço com a certeza de que sem os acessos isso aqui não seria nada...

domingo, 4 de dezembro de 2011

Inflação e Novos Mercados

Nada mais justo do que falar um pouco sobre inflação, bem na semana em que o Copom baixou a taxa selic para 11%. Uns comemoram, outros se preocupam. A grande maioria nem faz ideia do quanto isso influencia a sua vida.
A verdade é que só quem viveu financeiramente nos anos 80 de fato conhece o mal que a inflação pode causar. Época em que, de um dia para o outro, o dinheiro que você tinha na carteira perdia todo seu valor.

Hoje, quando falamos em inflação, não se dá muita importância. Mas eu tenho um exemplo claro que nos mostra o quanto esse assunto é importante. Há alguns meses atrás, quando ia ao supermercado comprar algumas coisas para o fim de semana, gastava em torno de 40 reais sem muito excessos. Hoje em dia, as mesmas coisas, nos mesmos lugares, sem nenhuma alteração significante, não sai por menos de 70 reais. Sim, quem costuma ir ao mercado toda semana, ou até mesmo faz compras mensais, percebeu que as coisas aumentaram e muito nos últimos tempos.

mas a tática atual do governo é incentivar o consumo, portanto, mais um corte na taxa de juros. Que deve cair ainda mais nas próximas reuniões. Política é política, se decidem assim, o que vamos fazer. Só digo que os preços devem continuar aumentando, mesmo que aos poucos, daqui um tempo vamos ver a diferença. Enquanto os salários aumentam (pouco, muito pouco) uma vez ao ano.

Mudando um pouco de assunto, percebi uma tendência, não sei se da minha região ou no geral, da abertura de adegas e delicatessen. Lambrusco italiano virou algo simples e barato para qualquer um. Cervejas importadas, queijos, vinhos. Um pouco de requinte e novos sabores, agora cada vez mais perto. É engraçado, mas isso não deixa de ser um reflexo dos mecanismos políticos. Incentivo ao consumo faz com que tenhamos uma crescente na busca por novos produtos. Até porque, crédito extra não fará com que você consuma mais feijão.
Ao passo em que fica um pouco menos vantajoso investir e só guardar. Mesmo com uma razoável alta nos preços, os tempos são bons mesmo para consumo. Mas só quem pode aproveitar são os que no passado tiveram a inteligencia de se preparar. Quem soube usar os momentos de crise para guardar, pode hoje gastar um pouco sem medo. Mas quem só se endividou ainda mais, hoje está tentando pagar essas contas.

Mas isso não significa que é hora de torrar dinheiro, mas sim hora de aproveitar as oportunidades. A cesta básica encareceu, isso é fato. Mas os produtos adicionais, complementares, aqueles que são cortados em tempos de crise, estes estão atrativos. Repetindo, do Lambruco aos carros importados, mesmo se o aumento do IPI pegar. Tudo está vantajoso.

E falando em carros, sim, os importados estão cada vez mais fortes. Mas não se deixe enganar. Chinês continua sendo chinês, as nacionais estão começando a fazer carros mais baratos, os japoneses estão fazendo populares e alguns coreanos estão exagerando muito na propaganda. 

Inflação, cuidado porque ela está rondando e aos poucos começamos a sentir algumas consequencias.

Selic, está na cara que o objetivo é consumir. Apenas cuide para não se endividar.

Anos 80, um exemplo histórico de um passado que ninguém quer de volta.

Adegas, nicho ou novo mercado? A popularização do requinte ajuda a melhorar o padrão e a qualidade de vida de toda uma sociedade.

Carros, não se deixe levar tanto pela propaganda, pense muito e aposte no que te faz sentir bem.
Música, mal toquei nesse assunto hoje, mas uma das bandas que mais surpreendeu nos últimos anos, com hits marcantes e um baterista brasileiro, foi o The Strokes.

Abraços!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Pura Cultura

Já falei muitas vezes sobre a importância de uma reserva bem definida para períodos de crise. Já falei sobre planejamento, compras, investimentos e muitas outras coisas.

Hoje não é diferente, quero relembrar alguns conceitos básicos da vida financeira e vamos fazer uma revisão sobre Bolsa de Valores.
O que o petróleo têm a ver com a cultura de poupança?

Uma coisa é fato, brasileiro não têm hábito de poupança. E sabem de onde vêm isso? Vêm de raízes históricas, sim, pois num países abundante em recursos quem irá se preocupar com o amanhã. É como generalizar a cultura do petróleo para todos os recursos no caso do Brasil. A maioria dos países que consomem muito petróleo só estão preocupados em gastar, mas esquecem que trata-se de um recurso não renovável. Há diversos estudos indicando a possibilidade de sua extinção. Mas sempre haverão interesses e esperanças de novas descobertas. Pré-sal está aí para provar que qualquer notícia já soa como um anúncio de que nossa geração não terá problemas. E as outras? Bom, não estaremos aqui para ver. Mas nossos filhos e netos sim.

Mas como eu ia dizendo, a riqueza de recursos é também o berço de nosso cultura em não se preocupar. Países como o Japão, espaço limitado e problemas com catástrofes naturais, não são líderes em tecnologia e desenvolvidos por acaso. Mas o que dizer? Somos uma nação feliz. Pobre, burra, mas que não está preocupada com isso. Prova está na concentração de renda. Uma pequena parte dessa população comanda a grande fatia das riquezas, deixando o povo com pequenas migalhas e cobrando por isso. Sim, você paga o preço todo dia ao ir no supermercado, abastecer o carro, comprar um celular novo parcelado em 10 vezes.

Que o dinheiro é feito para gastar, disso eu não tenho dúvida, mas ter os pés no chão, saber a hora certa de comprar, controlar o impulso. São regras simples que podemos treinar no dia a dia.

Vamos direto ao "investimento" mais comum. Carro. Eu sei bem disso, pois sofro com isso todos os dias. Sou louco por carros, carros antigos, esportivos, clássicos, tunados, chamativos. Já tive alguns dos quais me orgulhei imensamente e me fizeram muito feliz, já tive básicos populares que passaram na minha vida apenas para cumprir tabela. Já perdi dinheiro, mas já ganhei também. Como? Seguindo uma norma na qual eu sou contra a imensa massa, mas é a minha cultura. carro só à vista!
Não é o meu, mas era parecido com isso.

Com 16 anos comecei a guardar meus trocados e com ajuda da minha mãe comprei meu Chevette aos 18 com 2.000 reais. A partir dai foi fácil, como eu não tinha dívida, meu dinheiro ia dividido em guardar e fazer a manutenção do carro. Já contei um pouco da minha trajetória automotiva aqui, então para resumir, hoje eu tenho um Uno, completo como muito 0km gostaria de ser. Vivo a vida do meu jeito, hoje um carro sem muito apelo visual, amanhã ou depois, um Vectra quem sabe. Para quem já se divertiu muito com um Opala 1974 3 marchas de câmbio no volante, idade do carro definitivamente não importa. Gosto de carros, velhos, novos, básicos, completos. Carros que me levem e tragam e que sejam um bem de consumo durável que eu não me arrependa de ter comprado. Quem faz o carro é o dono. Um 147 ou uma Ferrari, o que importa é o que você vê e sente. Não o que os outros te dizem ou pensam.

Que tal uma revisada na Bolsa de Valores para dizer que tivemos um serviço nesse post? Vamos lá!

Passo 1 - Decida.
Se você têm interesse e pelo menos uns 1000 ou 2000 reais que possa dizer que estão "sobrando", basta você ter coragem e vontade de se divertir.

Passo 2 - Corretora.
Normalmente o banco em que você têm conta já possui uma corretora, comece por aí. Você precisa abrir uma conta específica junto a este braço da sua instituição e depois uma conta na Bovespa. Tudo pela internet.

Passo 3 - Home Broker.
Nome do programinha que substituiu aquele pregão visto antigamente nos filmes. Hoje em dia tudo é on line, via uma interface inteligente e ágil, onde você visualiza os preços e gráficos de desempenho. Envia ordens de compra e venda e faz suas transferências.

Passo 4 - Aprenda a regra básica.
Escolha uma empresa, identifique seu preço médio, e compre se ela estive baixa. Cálculo os custos liquidação e custódia, a taxa de corretagem e chegue ao seu valor mínimo de venda. Venda quando ela ultrapassar este valor e você estiver satisfeito com o ganho.

Passo 5 - Defina seu perfil.
Você pode apenas comprar e ir montando uma carteira feliz e saudável, para dizer que você é um investidor e se sentir seguro. Ou você pode passar o dia na frente do computador, acompanhando as oscilações e viver de especulação. Pode-se ficar rico? Da segunda forma talvez, mas só se você já for rico, pode ficar mais rico. Do contrário, você pode ficar louco e pobre.

Passo 6 - Sangue frio.
Eu mesmo já passei por situações em que minha carteira valia menos do que eu investi. O segredo é ficar tranquilo e esperar. Se tiver um recurso até invista nessas horas, aguarde o mercado se recuperar e continue a brincar de comprar e vender.

A dica de música traz duas bandas muito famosas em álbuns de baixa repercussão que foram hostilizados mas hoje são boas opções para fãs de verdade e quem gosta de conhecer. Primeiro U2 com seu divertido álbum POP, com direito a clipe imitando village people e tudo, possui algumas músicas bem bacanas. O segundo é Re-Load do Metallica, sobras de estúdio do já estranho Load, traz Unforgiven II e um hit até hoje muito tocado em shows, Fuel.
Esse disco é tipo um Labo B, mas guarda suas razões para ouvir.

Gostaria de deixar também uma dica de cerveja, para quem está cansado do mercado nacional de massa, as importadas e artesanais são uma pedida e tanto. Esteja pronto para pagas, às vezes, o preço de uma caixa de Skol em uma única long neck. Mas há boas opções baratas com a Becker's Pils, alemã, suave, ótimo sabor, por um pouco mais que uma Heineken.

E pra fechar, sei que minhas opiniões quanto à comprar carro, beber cerveja e ouvir música não refletem a grande massa. Mas o que você quer? Ser mais um ou ter seu estilo próprio e independente da mídia e pequenos hábitos e culturas?

Pura cultura, saia dessa, mude agora e veja o mundo de verdade.

Abraços!


domingo, 13 de novembro de 2011

A linha entre Investir e Financiar.

Qual é o pior investimento do mundo? Muitos devem pensar que é o Título de Capitalização. Concordo, enquanto investimento, esta modalidade que lhe compromete com certa quantia mensal e no fim do plano, geralmente 5 anos, você recebe apenas e tão somente o que pagou, com o acréscimo da TR apenas no montante, não é muito atrativa. Mas ao menos você participa de sorteios e faz uma poupança forçada.
O pior investimento, o melhor financiamento.

Mas esse não é o pior investimento, o pior investimento é o consórcio. Sim, consórcio, você paga todo mês e no final de um prazo razoável você recebe apenas parte do valor para realizar seus sonhos. Não entendi! É simples, nenhuma pessoa no mundo faz um consórcio pensando em pagar as parcelas e resgatar o dinheiro no final. E é justamente aí que mudamos de status para, o melhor financiamento do mundo!

Consórcio é um grupo de pessoas que se unem, através de uma administradora comum, para formar uma carteira de investimento, com objetivo de gerir recursos para realização de um "sonho" material. Vamos ser bem transparentes. Pense em 1000 pessoas depositando 500 reais por mês em uma conta comum. Isso gera 500 mil reais por mês, e é daí que saem as contemplações, por sorteio e lance. E uma vez que você já está com o recurso na mão, isso transforma o consórcio no financiamento mais barato do mundo (das pessoas comuns), pois você passa a assumir uma dívida que no fim das contas têm o juro dissolvido e quase imperceptível.

Pense assim, um carro de 30 mil reais financiado 100% em 6 anos, vai custar no final do período algo em torno de 45 a 48 mil reais, em média. Isso significa o quê? Que quem faz um financiamento desse é no mínimo muito rico! Pra jogar fora quase 20 mil reais...

Uma carta de crédito de 30 mil reais terá uma parcela bem menor, você precisa dar um lance (como se fosse a entrada do financiamento) mas você pode se organizar para fazer isso, digamos, no 15º mês. Você esperou quase 1 anos e meio para ter seu carro, mas no fim das contas você pagará uns 36 mil. Ou seja, quase 10 mil a menos que a primeira opção.
Uma novidade nas ruas, um projeto bem definido.

E quer saber quando que você, em 5 anos, vai juntar 30 mil reais para comprar um carro à vista? Praticamente nunca! Ou você acha que eu ando de carro velho porquê? Mesmo que eu tivesse 30 mil na poupança eu não teria coragem de gastar tudo num carro.

O mal de quem gosta de guardar dinheiro é justamente gostar mais guardá-lo do que gastá-lo.

Mas vai aí a dica, consórcio, enquanto investimento depende mais do fator sorte. Enquanto poupança é uma opção para quem têm seus recursos bem gerenciados. Enquanto financiamento para aquisição de um bem, é a melhor opção! Só vai depender da necessidade do bem. É por isso que os financiamentos normais nunca serão ameaçados, pois sempre haverá quem "precise" urgentemente de um carro novo.

E já que estamos falando de carro, Renault Duster, o novo SUV do mercado nacional. O primeiro concorrente direto do EcoSport, lançado este mês, e pelo visto está fazendo sucesso, ou têm muita gente da Renault que mora perto da minha casa. Fim de semana passado eu vi pelo menos uns 4 no trecho entre a minha casa e a feira onde compro ração para meus cachorros. Coisa de 5 minutos de carro. O fato é que, com uma boa proposta de preço, na mesma faixa da Eco, o Duster vêm com o maior dos atrativos para este mercado. O sabor de novidade. E se pensarmos que estes dois são muito mais baratos que os Hyundai e Mitsubishi, são veículos que dominam um nicho de mercado. Carro interessante.

E aproveitando, notícia dessa semana, a venda de veículos importados caiu 41%. Muito auxiliado pelas notícias do aumento do IPI, que deram uma instabilizada no mercado. Mais uma prova de que a Renault está no caminho certo. Ela e a Nissan, que conseguiu lançar um carro de 28 mil reais em meio a essa situação. O que nos faz pensar em quê? Join Venture, Renault e Nissan são duas empresas separadas, mas que formam um grupo muito forte no meio automotivo.

E falando em Join Venture nós lembramos do quê? Eu sempre digo, Rápidas de Economia, Economia, Carros e Música. Mas há um outro assunto que me interessa muito e combina muito bem com os anteriores, no caso do carro que seja para ir comprar. Cerveja! Cerveja e Join Venture lembra o quê? Inbev, a maior cervejaria do mundo. E como o Rápidas já havia adiantado, vocês devem ter percebido que a Budweiser entrou de vez no mercado, com uma reposição de preço e propaganda, buscando bater de frente com a Heineken. Duas cervejas muito diferentes no sabor, mas com filosofias parecidas. Status e música.
Um pouco de história, em 1853 foi fundada a primeira cervejaria do Brasil, a Bohemia, que até hoje é a minha nacional preferida. Em 1966 a Budweiser se torna a maior cervejaria do mundo com uma produção de 10 milhões de barris por ano. Em 1999 a junção de Brahma e Antartica, e suas marcas, cria a Ambev, maior cervejaria do Brasil. Em 2004 o grupo de junta à Interberw, formando a maior cervejaria do mundo, a Inbev. Que em 2007 compra um dos símbolos dos EUA, Budweiser, agora é nossa! E por ai vai, 2011 e a Bud é escolhida como a cerveja status da marca, o que justifica só ter Bud no show do Pearl Jam, 09/11/2011.

Pearl Jam, depois de 6 anos, a mais duradoura banda da onda grunge volta a Curitiba para fazer mais um show histórico. Comemoração dos 20 anos do lançamento do álbum Ten (1991), um show em que eles tocaram praticamente o álbum todo. Com quase 3 horas de duração eu posso dizer com propriedade que a temporada de shows 2011 vai entrar para a história na minha vida! Outra hora eu entro em detalhes do show, o importante é saber que, Yellow Ledbetter continua sendo A Música, e a sensação de lembrar tudo que mudou da Pedreira para esta quarta, me faz pensar e mais uma vez ter a certeza de que, somos felizes agora e sempre, acorde para isso e nunca mais você vai pensar que era feliz e não sabia.

E rapidamente, para terminar, gostaria de agradecer a participação da minha amiga Nadya, que me sugeriu o seguinte link http://online.wsj.com/article/SB10001424052970204554204577023920989014612.html, que fala sobre como o brasileiro está ganhando mais, mas está gastando ainda mais do que esse aumento. Comprometendo a taxa de poupança e consequentemente o Investimento. E eu não estou só falando do investimento pessoal, estou falando do investimento na Economia como um todo. Isso certamente reflete na geração de empregos e mais uma vez na renda. Que continua concentrada em quem pensa, enquanto o resto pega empréstimos. Os números são muito relativos, visto sozinho parece bom, analisando à fundo percebemos que a distribuição de renda continua sendo um dos nossos piores problemas.

Agora é pra fechar, já falei do Pearl Jam, mas há outra dica de música, esta é inusitada. Lembra de praia, adolescência, reggae e hardcore. Alguém aí lembra de O Surto? Procurem A Cera e relembrem... Abraços!
Só para constar, Pearl Jam.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Estabilidade Econômica e/ou...

Se tem uma coisa que precisamos aprender ao longo da vida é priorizar algumas coisas e abrir mão de outras. Finanças Pessoais é um tema muito rico, vale para tudo e se renova a cada dia, mas hoje gostaria de falar sobre um estágio muito importante na vida. Em qualquer época é preciso ser Estável.
Não importa o abismo que estamos atravessando, se tivermos um trilho firme a seguir podemos ir de olhos fechados e deixar que o tempo faça o seu melhor...

As fases da vida vão passando e vamos percebendo que muitas coisas mudam, o gosto por agito, baladas, a forma como gastamos nosso dinheiro. O peso e o valor deste dinheiro passa a ficar diferente a cada dia que passa. Num passado não muito distante as coisas eram mais baratas e nós tínhamos menos preocupação em guardar, aliás algumas pessoas continuam sem se preocupar, mas isso já é outra história.

Quando se passa um pouco dos 20 é natural que se pense mais, muito mais, antes de cada ação tomada. Queremos a certeza de que o amanhã não será prejudicado por um hoje qualquer.

Para quem me conhece a mais tempo deve saber o quanto me frusta olhar na garagem de casa e ver, além de um carro só, saber que é um Uno! Brincadeiras a parte mas é assim mesmo, calota, nem isulfilm no vidro da frente ele têm. E o som, bom, esse é um pouco melhor do que todos os que eu já tive, enfim, alguns excessos  dá pra permitir. Mas a diferença é que hoje em dia tudo é muito mais pensado, pautado. E não importa se a margem consignável aumentou, se o limite do cartão de crédito aumento, se o crédito está mais fácil. É lógico que se um dia for vantagem até eu entrarei num financiamento ou consórcio. Mas o que falta para a maioria das pessoas é ciência de que irão comprometer um percentual considerável do salário por um período que geralmente extrapola o médio prazo.

E alguns ainda têm a coragem de dizer que ajudar com 30 reais numa ação social é muito! Reclamam que não têm dinheiro para ir passar um fim de semana na praia. Sacrificam toda a grana das férias num pacote meia boca para porto seguro, gastam sem saber em quê ou por que, aí voltam e passam a reclamar ainda mais.
Há destinos inesquecíveis para quem sabe aproveitar o melhor de cada momento, algumas paisagens tem o que eu gostaria de chamar de Stand By, desligue-se do mundo e preste atenção ao que sua alma está dizendo.

Estabilidade é sair de férias, gastar sem nenhuma preocupação, viajar, comprar, aproveitar de verdade e quando voltar descobrir que têm mais dinheiro investido do que quando saiu. Como? Roubando um banco nas férias? Não. Basta planejar, guardar um pouco por mês pensando nisso. Ter objetivos e começar a moldá-los muito tempo antes. Bons pacotes de viagens e passagens aéreas baratas se conseguem quando você ainda está se lamentando por faltarem 4 ou 5 meses para as férias.

É uma questão de escolha, sinceridade, eu não sou estável emocional ou psicologicamente falando. Mais uma vez, quem já me conheceu sabe do que eu estou falando, mas de três coisas eu me orgulho de ter um interesse tão grande que me tornam estável. Economia, Carros e Rock n' Roll. Não sei tudo, aprendo um pouco mais a cada dia, mas gosto e por isso me interesso mais.

Outro segredo, o interesse é fundamental para embasar um bom momento financeiro. Comece a se interessar por mercado de ações, por exemplo, e logo você estará louco. Mas verá que num futuro não muito distante você entenderá e concordará.

Sinto-me falando um monte de coisas sem sentido hoje, por favor, fiquem a vontade para me xingar quando quiserem.

Mas olha só como o Rock n' Roll pode ser incrível nos momentos mais exatos e abstratos. Hoje estava no carro escutando Thin Lizzy e num dado momento a letra dizia assim, "she's broke my heart, and make me sad", e era uma clássico do rock anos 70, com solos envolventes, daqueles que se você não presta atenção na letra nunca vai reparar que o cara só está falando de amor, ou da falta dele, sei lá. E pensando bem, isso acontece muito com Whitesnake e Skid Row. Def Leppard e Cinderella.

Louco ou seguro, preparado ou objetivo, pensante ou facilitador. Defina qual nível de estabilidade é bom para você. Sempre haverá um post nada a ver entre outras mais objetivos... 


terça-feira, 25 de outubro de 2011

Renda Compartilhada, e muito mais...

Num primeiro momento pode até parecer que estamos falando apenas de casamento, mas não, programar uma vida começa muito antes disso. Gostaria de falar sobre a mágica e o desafio de construir uma união financeira.
Muitas pessoas que conheço estão vivendo essa fase, outras irão passar por isso em breve e algumas até estão tentando se acostumar com não estar vivendo mais assim. Mas como eu gosto sempre de dizer que a Economia está em tudo, no último bate papo não ouve argumento contrário, por que não dizer que a economia está nos relacionamentos?

Eu poderia ficar falando sobre as primeiras impressões econômicas de inícios de namoro, poderia falar sobre a mística de se pagar uma conta no cinema ou em um jantar, poderia falar sobre aquele momento de incerteza quando se resolve comprar um bem de consumo durável e dividi-lo. Mas tudo isso é muito simples, desde o primeiro momento o que vale é qual o seu momento. O barato da vida não é apenas poupar, controlar e acabar virando um paranoico. Investir em bons momentos é o que faz com que você sinta que os sacrifícios valeram a pena.

Mas vamos ao momento em que você já tem noção de que qualquer convite para festa ou evento deve ser contabilizado em dobro. Nesse instante você percebe que os trocados de jovem já não mais vão garantir uma noite toda, quanto mais um fim de semana, quanto mais um mês. Estou falando de quando você assume compromissos e outras (pelo menos uma) vidas passam a depender da sua, e mutuamente você passa a contar com a parceria de alguém.

Minha dica óbvia para os casais é o que pouca gente tem coragem de fazer. Unam suas vidas financeiras antes de mesmo de unir o endereço. Faça com que não exista mais a expressão "não tenho dinheiro", pois se você têm, ela também terá, (ou ele, vocês entenderam!) e se você não tiver, ambos dirão "não temos dinheiro" e concordarão em repensar gastos.

Lógico que a liberdade financeira é importante para qualquer um. Ter o direito de comprar o que quiser nunca pode ser bloqueado por outra pessoa senão você mesmo. Mas quando você aprende a compartilhar seus ganhos, você aprende que certas coisas não são mais tão necessárias quanto o sorriso dela.

E querem ver o quanto pode ser gratificante? Vamos supor que você coloca na cabeça que poupar é importante, de tanto ler um blog qualquer você aprende a fazer o dinheiro trabalhar um pouco, e num certo dia você descobre que ela também quer um futuro. Quer satisfação maior do que descobrir que vocês têm juntos o dobro do que já estavam felizes por terem sozinhos?
Eu sei, a vida não é simples ou fácil como apenas imaginar. Mas há momentos em que o sentimento do compromisso por outra pessoa faz com que tenhamos base para enfrentar as crises do dia a dia. Não é só aquela crise mundial que assola o mundo de décadas em décadas, em que muitas empresas quebram e normalmente os mais fracos acabam pagando muito mais caro, que afetam nosso dia. A pior crise é aquela que se instala entre duas pessoas que não pensam da mesma forma, que não concluem se o melhor é viajar ou trocar de carro, se hoje ainda não é possível fazer as duas coisas o essencial é pensar em qual a sua prioridade.

Compartilhar rendimentos, compartilhar sentimentos, compartilhar momentos, construir, evoluir, consolidar.

Pense nisso: Quando você estiver revoltado porque as coisas mudaram e você não queria, olhe para você mesmo e perceba que você também mudou e não sabia. Aprendi isso esta semana...

Minha sugestão clara é que quem ganha mais têm sempre que assumir mais responsabilidades pelos dois, pois não existe melhor ou pior, existe o justo. Cada gasto é algo decidido em conjunto, portanto é certo que cada um coopere com o quanto puder. E repito, o sorriso no fim das contas é sempre a melhor parte.

Sabe, o amor verdadeiro não é aquele que te faz sorrir com migalhas, mas o que recolhe lágrimas contigo e pensa junto em como se constrói uma vida.

A vida não é fácil, nos prega peças que só iremos entender depois de muito tempo.

"Ando sozinho, pelas ruas, nas esquinas de qualquer lugar. Vejo um menino, velho pássaro, que não se cansa de voar. Ares de uma mulher, corpo que seduz, me leva um pouco para lá. Paro e vejo uma luz, pode ser o sol, e nada poderá mudar."

Dica de música, Cidadão Quem.

E para quebrar um pouco mas sem destoar, duas rápidas.

Venda de imóveis de luxo, leia-se acima de 1 milhão de reais, quadruplicam em Curitiba. Um pouco é porque agora muitos imóveis estão valendo mais de 1 milhão, mas a realidade é que as famílias estão ganhando mais, pensando mais e planejando o que querem. Uma curiosidade sobre essas compras é que a maior já possui um imóvel na faixa de 400 a 500 mil reais e mais um monte de aproximadamente 200 mil em poupança. Acha que tá longe dessa realidade? Pois é, muitas dessas famílias pensavam assim a 10 anos. Mas garanto que eles traçaram metas, e planejaram o que queriam. Ou ganharam na loteria, pode ser também.

A Nissan sai na frente, apesar de ter sido das mais recentes que começou a produzir no Brasil, apresenta o primeiro "popular" japonês. É o March, um subcompacto na linha do Kia Picanto, mas com preços a partir de 28 mil reais. A Toyota está estudando um compacto também e a Honda parece satisfeita com seu Fit, mas o fato é que a Nissan deve começar a virar a página dos modelos de entrada, sim pois num Nissan eu confiaria, num chinês, nem a pau.
Bom, hoje é assim, simples, filosófico, com músicas românticas, um carro e um apartamento.

Do complexo ao óbvio, Rápidas de Economia, é como o próprio nome já diz, e muito mais...

Obrigado!