segunda-feira, 29 de junho de 2026

Isso é Cars Flagras - Parte 3

Dando continuidade a uma série que remete a minha conta no Instagram, @Cars_Flagras, hoje é dia de trazer para o blog, alguns bons flagras das ruas feitos nos últimos anos. Sem demora, vamos às fotos.



Nosso primeiro destaque é o Golf Flash 2006. Uma série especial baseada na versão 1.6, versão de entrada, mas que, como toda boa série especial, trazia elegantes itens de perfumaria para dar um destaque nas ruas a um carro que já acumulava 8 anos de mercado.


Na sequência, o que ainda é uma raridade nas ruas. O Catarinense TAC Stark é um jipe projetado no Brasil para competir com o sucesso da Troller, e que depois do encerramento da marca cearence pela Ford, é um dos poucos modelos de marca nacional disponíveis no mercado.


Agora uma wagon russa que chegava na abertura das importações. Todos lembramos da Lada, a primeira (ou uma das) a chegar na reabertura do mercado em 1990. Junto com o sucesso Niva, chegaram os modelos Samara, e a dupla Laika, nas versões sedan e essa icônica SW.


Eu sei que parece um TR4, mas não é. A imagem acima é do simpático e inovador Mitsubishi Pajeto iO. Assim mesmo, i minúsculo e O maiúsculo, cuja tradução é apenas "eu" em italiano. Esse carrinho foi lançado no final dos anos 90, aproveitando e até antecipando a modinha dos jipes urbanos. A curiosidade é que ele depois foi nacionalizado e virou TR4, e um dos motivos da troca de nome é que o iO, para os desavisados, parecia 1.0. Tal semelhança não era bem vista pela marca, que queria posicionar corretamente o veículo junto ao seu consumidor.


E para fechar, apesar de eu saber que esse carro foi muito caçado na época, eu tenho orgulho de dizer que flagrei ao acaso. É uma das 650 unidades nacionais do Gol Last Edition. Mais uma série especial, dessa vez de despedida do eterno 27 vezes líder de vendas no Brasil. Esse carro é rodeado de polêmicas, como o fato de ser apenas um 1.0 com uns adesivos e ter caído rapidamente num mercado de oportunistas que os estavam vendendo poucos meses depois de 0km com um ágio razoável.

E é isso! Só um pequeno compilado de fotos. Flagras feitos por aí, que motivam alguns conteúdos sem muita pretensão, mas que se ajudarem a ilustrar ou entreter o dia de alguém, já terão valido a pena!




sábado, 21 de março de 2026

Reflexões para 2026

O texto de hoje será dividido em três pequenas reflexões sobre a Economia, sobre Sociedade, Pessoas e sobre o momento que estamos vivendo, ainda que quando paramos para refletir percebemos que certas coisas nunca mudam. Nossas três histórias serão apoiadas em três imagens que gerei com ajuda da IA. Provando que até um velho blog pode coexistir com o que há de mais atual e que se você quiser Ler, veio ao lugar certo.

1º Ato - A Pirâmide Social.



Antes de abordar dois temas atuais, quero relembrar algo que está no DNA do Rápidas. A forma como a sociedade se divide (uma das várias formas de ver esse todo) e as razões pelas quais nem todo mundo defende a mesma bandeira que você. Reparando na imagem acima, você está diante de uma pirâmide de necessidades, do mais básico ao topo que poucos podem alcançar.

Imagine um indivíduo que não tem nada, que vive numa linha entre a pobreza e a pobreza extrema. Essa pessoa vive de refeição em refeição, e sua luta será chegar até o final de mais um dia. Essa mesma pessoa, embora possa sonhar, possa perceber, possa vislumbrar, talvez não tenha tempo de se preocupar se a região onde ela vive está tomada por grupos criminosos que os usam de massa de manobra para executar suas atividades.

Nessa mesma lógica, você pode enxergar degrau por degrau, de quem às vezes vive no mesmo local inseguro do primeiro, mas que por alguma razão possui um emprego e alimentar-se já não é o problema. Essa pessoa passa a preocupar-se com a sua família e se os seus filhos irão sair e voltar seguros até o fim do dia. Do mesmo modo, o próximo bloco abrange talvez a grande maioria da sociedade. São as pessoas que apenas pagam as contas. Podem comer, tem onde dormir, alguns até conseguem acesso ao lazer, mas muitos não conseguiriam passar 6 meses se alguma crise zerasse sua principal fonte de renda.

Acima do meio temos quem paga suas contas e ainda consegue tempo e/ou dinheiro para grandes momentos, mas que esses momentos ficam restritos ao seu ciclo familiar ou poucos amigos. E por fim, o topo dessa pirâmide você conhece muito bem, não porque convive lá, mas porque são pessoas que estão na mídia para o bem e para o mal. Políticos e grandes detentores de riquezas, que conseguem ter tudo que querem, ao ponto que o próximo passo é decidir como será a vida dos de baixo.

2º Ato - O Topo decide como será a vida dos demais.


Partindo de um mundo onde somos 8 Bilhões de pessoas, existem pouco mais de 3 mil Bilionários em nosso planeta. É um percentual ínfimo, mas quando visto sob a ótica dos valores, estamos falando sobre 20% da riqueza total da humanidade, concentrada na mão desse seletíssimo grupo. Desprezando a desculpa de desenvolvimento em nome de um bem maior, são pessoas que gastam em uma pequena excentricidade, digamos lançar um foguete ao espaço, o mesmo que seria suficiente para sustentar um pequeno vilarejo de forma sustentável. Por sustentar, estamos falando em criar uma indústria baseada nos recursos da região, empregar as pessoas, pagar-lhes um salário justo pelo seu trabalho e prover a estrutura que os permitissem ter uma vida digna. E digo mais, obtendo lucro pelos resultados dessa economia e ainda assim deixando os cidadãos livres para evoluir e sair desse sistema quando quisessem algo mais. Estamos falando de trocar a eterna miséria por algo melhor com perspectiva de começar a subir nos degraus da pirâmide.

3º Ato - A desigualdade cada vez mais desigual.


Infelizmente a vida real é muito mais complexa do que meras palavras. Seria possível subdividir cada bloco da pirâmide em diversos níveis e a primeira coisa que temos que entender sobre a vida em sociedade é que na maioria das vezes todos se odeiam. Dito isso, vamos ao momento atual, com contextos políticos muito extremos, instabilidade entre nações e uma economia globalizada tão sensível que você sente no bolso cada menor movimento do jogo. Não importa quem eles são, o que fazem, de onde obtêm seus recursos e riqueza, mas as pessoas estão sempre tentando melhorar a sua qualidade de vida enquanto pagam as contas.

Acho que essa última imagem diz muito! Enquanto uma crise nos preços dos combustíveis assola a economia de uma sociedade, alguns podem usar esse incentivo para migrar de vez para o carro elétrico e deixar de abastecer, já outros, que com muito suor conseguiram comprar um bom carro seminovo para a sua família, mas talvez um modelo que não seja nem flex, se veem desesperados com o tamanho do impacto desse aumento da gasolina ou com o quanto serão afetados pelo percentual de etanol no tanque de seus automóveis.

Do macrocenário às microssituações, somos todos peças do mesmo tabuleiro, mas não, definitivamente não estamos todos no mesmo barco. Essa história de, se afundar serão todos juntos, é uma grande ilusão. Eu realmente acredito no valor do trabalho, mas que um pouco de justiça social, que possa corrigir certas distorções, pode ser benéfico para muita gente, isso é verdade!

Um indivíduo costuma ser inteligente, um pequeno grupo de inteligentes pode fazer grandes coisas, um pequeno grupo de espertos pode ser muito perigoso, agora uma grande população, é apenas uma boiada, com todo respeito e admiração aos bois.