segunda-feira, 29 de junho de 2026

Isso é Cars Flagras - Parte 3

Dando continuidade a uma série que remete a minha conta no Instagram, @Cars_Flagras, hoje é dia de trazer para o blog, alguns bons flagras das ruas feitos nos últimos anos. Sem demora, vamos às fotos.



Nosso primeiro destaque é o Golf Flash 2006. Uma série especial baseada na versão 1.6, versão de entrada, mas que, como toda boa série especial, trazia elegantes itens de perfumaria para dar um destaque nas ruas a um carro que já acumulava 8 anos de mercado.


Na sequência, o que ainda é uma raridade nas ruas. O Catarinense TAC Stark é um jipe projetado no Brasil para competir com o sucesso da Troller, e que depois do encerramento da marca cearence pela Ford, é um dos poucos modelos de marca nacional disponíveis no mercado.


Agora uma wagon russa que chegava na abertura das importações. Todos lembramos da Lada, a primeira (ou uma das) a chegar na reabertura do mercado em 1990. Junto com o sucesso Niva, chegaram os modelos Samara, e a dupla Laika, nas versões sedan e essa icônica SW.


Eu sei que parece um TR4, mas não é. A imagem acima é do simpático e inovador Mitsubishi Pajeto iO. Assim mesmo, i minúsculo e O maiúsculo, cuja tradução é apenas "eu" em italiano. Esse carrinho foi lançado no final dos anos 90, aproveitando e até antecipando a modinha dos jipes urbanos. A curiosidade é que ele depois foi nacionalizado e virou TR4, e um dos motivos da troca de nome é que o iO, para os desavisados, parecia 1.0. Tal semelhança não era bem vista pela marca, que queria posicionar corretamente o veículo junto ao seu consumidor.


E para fechar, apesar de eu saber que esse carro foi muito caçado na época, eu tenho orgulho de dizer que flagrei ao acaso. É uma das 650 unidades nacionais do Gol Last Edition. Mais uma série especial, dessa vez de despedida do eterno 27 vezes líder de vendas no Brasil. Esse carro é rodeado de polêmicas, como o fato de ser apenas um 1.0 com uns adesivos e ter caído rapidamente num mercado de oportunistas que os estavam vendendo poucos meses depois de 0km com um ágio razoável.

E é isso! Só um pequeno compilado de fotos. Flagras feitos por aí, que motivam alguns conteúdos sem muita pretensão, mas que se ajudarem a ilustrar ou entreter o dia de alguém, já terão valido a pena!




sábado, 21 de março de 2026

Reflexões para 2026

O texto de hoje será dividido em três pequenas reflexões sobre a Economia, sobre Sociedade, Pessoas e sobre o momento que estamos vivendo, ainda que quando paramos para refletir percebemos que certas coisas nunca mudam. Nossas três histórias serão apoiadas em três imagens que gerei com ajuda da IA. Provando que até um velho blog pode coexistir com o que há de mais atual e que se você quiser Ler, veio ao lugar certo.

1º Ato - A Pirâmide Social.



Antes de abordar dois temas atuais, quero relembrar algo que está no DNA do Rápidas. A forma como a sociedade se divide (uma das várias formas de ver esse todo) e as razões pelas quais nem todo mundo defende a mesma bandeira que você. Reparando na imagem acima, você está diante de uma pirâmide de necessidades, do mais básico ao topo que poucos podem alcançar.

Imagine um indivíduo que não tem nada, que vive numa linha entre a pobreza e a pobreza extrema. Essa pessoa vive de refeição em refeição, e sua luta será chegar até o final de mais um dia. Essa mesma pessoa, embora possa sonhar, possa perceber, possa vislumbrar, talvez não tenha tempo de se preocupar se a região onde ela vive está tomada por grupos criminosos que os usam de massa de manobra para executar suas atividades.

Nessa mesma lógica, você pode enxergar degrau por degrau, de quem às vezes vive no mesmo local inseguro do primeiro, mas que por alguma razão possui um emprego e alimentar-se já não é o problema. Essa pessoa passa a preocupar-se com a sua família e se os seus filhos irão sair e voltar seguros até o fim do dia. Do mesmo modo, o próximo bloco abrange talvez a grande maioria da sociedade. São as pessoas que apenas pagam as contas. Podem comer, tem onde dormir, alguns até conseguem acesso ao lazer, mas muitos não conseguiriam passar 6 meses se alguma crise zerasse sua principal fonte de renda.

Acima do meio temos quem paga suas contas e ainda consegue tempo e/ou dinheiro para grandes momentos, mas que esses momentos ficam restritos ao seu ciclo familiar ou poucos amigos. E por fim, o topo dessa pirâmide você conhece muito bem, não porque convive lá, mas porque são pessoas que estão na mídia para o bem e para o mal. Políticos e grandes detentores de riquezas, que conseguem ter tudo que querem, ao ponto que o próximo passo é decidir como será a vida dos de baixo.

2º Ato - O Topo decide como será a vida dos demais.


Partindo de um mundo onde somos 8 Bilhões de pessoas, existem pouco mais de 3 mil Bilionários em nosso planeta. É um percentual ínfimo, mas quando visto sob a ótica dos valores, estamos falando sobre 20% da riqueza total da humanidade, concentrada na mão desse seletíssimo grupo. Desprezando a desculpa de desenvolvimento em nome de um bem maior, são pessoas que gastam em uma pequena excentricidade, digamos lançar um foguete ao espaço, o mesmo que seria suficiente para sustentar um pequeno vilarejo de forma sustentável. Por sustentar, estamos falando em criar uma indústria baseada nos recursos da região, empregar as pessoas, pagar-lhes um salário justo pelo seu trabalho e prover a estrutura que os permitissem ter uma vida digna. E digo mais, obtendo lucro pelos resultados dessa economia e ainda assim deixando os cidadãos livres para evoluir e sair desse sistema quando quisessem algo mais. Estamos falando de trocar a eterna miséria por algo melhor com perspectiva de começar a subir nos degraus da pirâmide.

3º Ato - A desigualdade cada vez mais desigual.


Infelizmente a vida real é muito mais complexa do que meras palavras. Seria possível subdividir cada bloco da pirâmide em diversos níveis e a primeira coisa que temos que entender sobre a vida em sociedade é que na maioria das vezes todos se odeiam. Dito isso, vamos ao momento atual, com contextos políticos muito extremos, instabilidade entre nações e uma economia globalizada tão sensível que você sente no bolso cada menor movimento do jogo. Não importa quem eles são, o que fazem, de onde obtêm seus recursos e riqueza, mas as pessoas estão sempre tentando melhorar a sua qualidade de vida enquanto pagam as contas.

Acho que essa última imagem diz muito! Enquanto uma crise nos preços dos combustíveis assola a economia de uma sociedade, alguns podem usar esse incentivo para migrar de vez para o carro elétrico e deixar de abastecer, já outros, que com muito suor conseguiram comprar um bom carro seminovo para a sua família, mas talvez um modelo que não seja nem flex, se veem desesperados com o tamanho do impacto desse aumento da gasolina ou com o quanto serão afetados pelo percentual de etanol no tanque de seus automóveis.

Do macrocenário às microssituações, somos todos peças do mesmo tabuleiro, mas não, definitivamente não estamos todos no mesmo barco. Essa história de, se afundar serão todos juntos, é uma grande ilusão. Eu realmente acredito no valor do trabalho, mas que um pouco de justiça social, que possa corrigir certas distorções, pode ser benéfico para muita gente, isso é verdade!

Um indivíduo costuma ser inteligente, um pequeno grupo de inteligentes pode fazer grandes coisas, um pequeno grupo de espertos pode ser muito perigoso, agora uma grande população, é apenas uma boiada, com todo respeito e admiração aos bois.




terça-feira, 1 de julho de 2025

O Mercado de Automóveis do Brasil!

E se fizermos um breve histórico de comportamento do Mercado de carros no Brasil, nos últimos 40 anos? Quem vendeu mais? Quando compramos mais carros? Quais são os perfis dos consumidores? É isso a que o Rápidas se propõe hoje, sem grandes aspirações, mas com a boa e velha inspiração e uma dose de Piração!



Sem enrolar, mas para contextualizar, o Brasil passou por muitas mudanças desde os anos 80 até hoje, e isso nos leva a um momento de importações proibidas, inflação e instabilidade política. E é nesse contexto que, em 1895, o carro mais vendido dos país foi o Chevrolet Monza, com 62.544 unidades vendidas. Pensando no mercado, tínhamos um momento em que nem todos podiam comprar um carro, o que talvez valide um sedan médio no topo das vendas. Os anos de liderança do Monza, aliás, são um marco histórico e um belo evento da literatura automotiva. Os números gerais de automóveis e comerciais leves teve 380.825 unidades vendidas naquele ano.

Viajando 10 anos à frente, chegamos em 1995, no auge da nossa reabertura de mercado, com o boom de importações, paridade do Real x Dólar, inflação sob controle rígido, mas com a indústria nacional ainda baseada nos mesmos ferramentais e modelos da década anterior. E nesse contexto, o campeão foi o Gol com impressionantes 287.443 unidades em um mercado que passou a casa de 1.7M de vendas. Isso demonstra o potencial que o Brasil guardava, só esperando os incentivos certos. Dois fatores são relevantes, de um lado o perfil do brasileiro ainda muito ligado, até emocionalmente com o que conhecemos como As quatro Grandes e de outro, já em 1999, o estouro da bolha do Dólar, fazendo com que carros importados específicos dobrassem de preço de um dia para outro.




Em mais um salto na nossa brincadeira, chegamos a 2005, pós bug do milênio, pós penta da seleção, e no mundo dos carros, pós nova onda de industrialização com a chegada de novas marcas, fábricas e investimentos, com o objetivo de surfar no nosso bom mercado, mas sem depender tanto da oscilação cambial. Nesse contexto ainda temos o Gol vencedor, num mercado dos mesmos 1.7M de vendas, mas seus números encolhem mais de 30% fechando em 179.457. Quem assume essa lacuna, além de Corsa e Palio, são uma grande leva de marcas que vão desde a Renault puxando os franceses, até Toyota e Honda vendendo muito Corolla e Civic. E nesse mesmo cenário começa uma sofisticação do consumidor, que não quer mais levar Uno zero, mas sim carros com mais dignidade e conforto, mesmo nas categorias de entrada.



Nossa próxima parada é mais perto do fim do que do começo, e também é um reflexo do que o povo quer. Carros mais completos, mais sofisticados, talvez menos atraentes, talvez menos diferentes entre si, mas de fato melhores. É nesse mundo que temos o Onix, trazendo a Chevrolet de novo ao topo depois de muito tempo, com 125.931 emplacamentos. Isso é menos do que os anos dourados da Volkswagen, e aqui cabe um adendo, estamos falando de um mercado que crescera a espantosos 2.5 milhões de veículos. A essa altura com uma participação de muito mais marcas, inclusive com as primeiras chinesas já dando as caras.



Dando um pulinho só para 2020, já que agora estamos quase no nosso hoje de hoje, o Onix continua como campeão no ano da Pandemia, registrando 135.351, em um mercado que encolheu para mais próximo de 2 Milhões. Crise de componentes, paralisação de produção, crise global, mas o mundo não para. O que sabemos de fato aqui é que começa a escalada de preços, tanto de novos quanto de usados. O nosso preferido de 2020 custava, em média 60 mil reais, enquanto hoje uma versão preliminar não sai por menos de uma centena de milhares.

Já concluindo nosso raciocínio, nos últimos 3 anos a Fiat se consolidou nas vendas com um feito inédito. Hoje o atual campeão de vendas do Brasil é uma pick-up. A Fiat Strada, que vendeu uma média de 130 mil unidades anuais entre 2023 e 2024. Há todo um contexto apoiado nas vendas diretas, para CNPJ, mostrando que esse submercado cresceu tanto que hoje batalha e supera o cidadão comum, que migrou para os carros usados e fez também inflar os preços dos carros de segunda mão. Mas se formos falar dos carros que não foram adquiridos 0km, vamos precisar de outro texto.



Então ficamos assim, com um resuminho da história, apoiado em alguns pontos de suporte, de um jeito simples, mas que funciona! Metade de 2025 já ficou pra trás e é sempre tempo de refletir, sobre o que você fez, sobre o que te trouxe até aqui e se aqui é onde você queria estar. A desigualdade não é característica só do nosso Brasil. Vivemos num mundo onde quem tem, tem muito, a maioria não tem nada, e fora desses extremos estamos nós, os seres do meio, os que na prática sofrem mais os impactos de tudo. Lutando para não cair, na esperança de um dia alcançar um topo que não sabemos bem como é...

terça-feira, 14 de janeiro de 2025

Como vender seu carro! Artigo atualizado 2025.

O Blog Rápidas de Economia está no ar há quase 15 anos, tentando se reinventar para trazer algo que interesse a quem gosta de Economia, Carros e Rock n' Roll, mas ao mesmo tempo sem perder a essência e simplicidade de um texto direto, fácil de ler e que você não precisa se preocupar se o volume do seu celular está alto, se você vai conseguir ler a legenda daquela foto que não tem nada a ver com o tema ou se a próxima dancinha vai tomar sua tela antes de você raciocinar o que leu.


Então, sem tomar muito do seu tempo, como vender um carro em 2025? Atenção! Esse não é um texto milagroso que vai ensinar uma técnica infalível de venda rápida com uma taxa de retorno absurda que ninguém consegue. Esse é um texto que procura explorar as formas mais comuns de se vender um carro, mostrando as diferenças que vão da maior rapidez ao melhor valor na sua conta.

É muito importante frisar que ao se excluir o fator sorte ou história de pescador, a venda de um carro passa por diversos estágios e que, de forma geral, quanto mais rápido e fácil você vender um carro, maior será o desconto ou a parcela de valor que você está disposto a abrir mão. Vender rápido é sinônimo de vender mais barato. Não há muito milagre nesse conceito.


Vender diretamente para uma loja ou para um "picareta": essa com certeza é a forma mais rápida de vender, pois há todo um mercado baseado nisso. São pessoas que compram carros para revender e o fazem para obter lucro. No entanto, nessa modalidade você terá seu bem subvalorizado, uma vez que você estará vendendo para um intermediário. Não é raro perder mais de 30% do valor final nessa modalidade.

Troca com seu carro como parte de pagamento: talvez a forma mais comum seja levar seu carro numa loja, gostar de um modelo mais novo, avaliar o quanto o seu vale como parte de pagamento e cobrir a diferença. Essa maneira é menos burocrática, pois você agiliza os processos de compra e venda. O problema aqui é que a avaliação da loja também levará em conta que o seu carro entra para ser revendido depois, levando assim a uma margem da loja e consequente menos grana no seu bolso.


Consignação em loja: essa opção busca um maior retorno, mas depende da sua disponibilidade em deixar o carro na loja, o que implica ficar a pé. Outro ponto a considerar é que a loja cobrará uma comissão pela venda, o que faz com que o carro tenho que ser "bem vendido" para compensar. Por fim, procure apenas locais de extrema confiança, pois eles serão responsáveis pelo seu carro enquanto estiver à venda.

Consultoria do tipo Car Hunter: uma opção que apresenta boa relação custo x benefício, mas exige atenção. Assim como existem os caçadores de carros para compra, profissionais da área também fazem serviço de venda. Eu mesmo já atuei para parentes e amigos próximos, fazendo uma preparação pré-venda, cuidando dos anúncios e muitas vezes ficando com o carro, mediante procuração, até o momento de finalizar o negócio. Essa opção representa, sem dúvida, o melhor retorno financeiro sem que a pessoa tenha que se responsabilizar pela venda, mas se na consignação já se exige confiança, imagine nesse caso que você estará confiando o seu bem a uma pessoa física, que será 100% responsável pelo negócio. Vale a pena se o valor acertado pelo serviço for inferior às perdas das demais modalidades.


Anúncio e Venda por conta própria: ao desconsiderar as margens e comissões, não é difícil perceber que essa é a opção mais rentável, potencializando até a geração de caixa para um carro novo, mas essa é também a opção mais trabalhosa. Você terá que concorrer com anúncios profissionais, terá que atingir um público que abre mão da "garantia" de uma revenda, além do fato de ter que dispor de tempo e se expor a atender estranhos na sua casa, ou local de encontro, aguentando todo tipo de proposta que normalmente é filtrada com os intermediários. Essa modalidade é indicada para pessoas mais experientes e com uma dose extra de paciência.

No fim das contas não há grandes surpresas pessoal! Quanto mais rápido você precisar vender o seu carro, maior é a chance de você aumentar seu percentual de perdas. Isso não depende tanto do carro que você pretende vender, mas depende mais das suas necessidades naquele momento. Se você encontrou aquele carro que tanto queria, talvez a troca seja sua melhor opção, mesmo perdendo um pouco. Mas se você está vendendo um segundo carro e não precisa dele no dia a dia, talvez o serviço de uma assessoria lhe sirva bem, se você encontrar um profissional de confiança.


E não esqueça de conhecer nossos outros espaços de divulgação de conteúdo automotivo!

No Instagram você nos encontra na @Cars_Flagras e no TikTok no @EuCurtoCarroVelho. Cada um com um tipo de conteúdo voltado para gosta de carros! Espero que tenhamos ajudado com nossas dicas e por hoje é isso. Aquele abraço!


A galeria de hoje conta com alguns automóveis que eu já comprei e já vendi usando todos os métodos citados acima. Desde carros que comprei para fazer negócio, carros que eu intermediei a venda como um profissional de assessoramento e carros que adquiri em loja, dando outro na troca, para atender a minha família. Exemplificando assim que não há modelo ideal, mas sim o que se adequa as suas necessidades naquele momento. 

A lista acima inclui, 

Chevrolet Omega Diamond 1994 3.0 6cil, 
Ford Belina II L 1980 1.6, 
Mitsubishi ASX 2012 2.0 AWD,
Citroen C4 Cactus 2022 1.6 16v,
Fiat Palio Weekend ELX 2007 1.4 8v,
Renault Captur Iconic 2022 1.3 Turbo.





quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

Isso é #Cars_Flagras - Parte 2

Vamos lá para mais uma coleção de Flagras do mundo automotivo, agora disponíveis também no Google Imagens! Acho que eu não comentei, mas a inspiração dessas postagens veio de um vídeo no YouTube, de um canal pequeno que eu costumo assistir, em que foi utilizada a imagem de uma Corsa Wagon, copiada aqui do Blog, da época da série Guia do Usado. Na verdade é bem legal ver nossos cliques ganhando o mundo, de forma pública e acessível a qualquer um!


 

Aqui, temos um registro muito pessoal, o meu próprio Omega Diamond 1994, série especial criada pela Chevrolet para liquidar os motores 3.0 (que vinham da Opel), antes exclusivos do modelo CD, agora disponíveis nessa série limitada baseada no GLS. Na prática, o Diamond, embora não seja o modelo Top de Linha da época, é considerado o Omega mais raro de todos entre os anos de 1992 e 1998. Essa foto específica é do período da Pandemia, quando o carro, que tem suspensão à ar, ficou parado por quase dois anos. Continuando, nada menos que uma Ranger Splash! Também série especial, cabine estendida, da Pick-Up média da Ford que chegava ao Brasil para explorar um novo mercado, antes dominado por pequenas como a Pampa e grandes como a F1000.

 

Agora dois contemporâneos bem legais e ao mesmo tempo não tão cultuados, mesmo hoje em dia. O Escort MK3 foi lançado no Brasil para brigar com Gol e Uno, além do próprio Chevette. Essa geração na verdade é bem difícil de achar hoje em dia. Mesma coisa dizemos do Chevette Hatch, muito "desprezado" no mercado de usados no início dos anos 2000, e hoje bem cultuado e raro. Aqui vale meu relato de sempre, se você busca um antigo para investir, mire em carros com, em torno de, 20 anos, mas que você possa manter e guardar por mais 20. Se eu tivesse comprado em 2005 um Chevette Hatch 1984 azul, por 4.500 reais, hoje ele valeria quase 20 mil, apenas se eu tivesse mantido. Caso eu tivesse restaurado, ele superaria fácil os 30 mil.

 

Agora mais duas pick-ups! Uma Ford F75 Customizada com uma caçamba que parece ter sido feita sob medida e belíssimas rodas raiadas. Junto desta, uma raríssima Hilux da primeira metade dos anos 90, na configuração cabine dupla e tração 4x2. Nessa época as caminhonetes japonesas tinham esse diferencial, as de tração em duas rodas era assim mais baixas, diferente das 4x4 que eram bem mais altas, lembrando as Hilux do final dessa mesma década.

 

Agora um que está ficando raro, o Volkswagen Logus, um sedan 2 portas concebido sobre a plataforma do Escort Europeu, nos tempos de Autolatina. E uma figurinha igualmente difícil de ver, a Fiorino 1.0! Caminhonete derivada do Fiat Uno, essa versão com motor de 1000 cilindradas se difere das demais por manter a chamada Frente Alta até a metade da década de 90, enquanto a linha Uno foi reestilizada em 1991.

 

E fechando a nossa sequência que saiu do Instagram para ganhar o mundo, lembrando que você vê muitos Flagras na rede social ao lado, no @Cars_Flagras. Uma Scenic pré-facelift, como a Renault a lançou no Brasil. Um ícone das famílias e um grande sucesso comercial e de crítica. Para os mais atentos, ela saiu de linha em 2010 deixando uma lacuna no mercado, mas em 2017 um automóvel conceitualmente muito parecido chegou, era a Captur, que apesar de uns dizerem SUV, outros Crossover, que ela lembra muito a boa e velha Scenic, isso é inegável. E não menos importante, Fiesta Sedan Street, ainda do modelo dos anos 90, teve um tapa no visual em 2000, abandonando a frente "tristão", e se mostra até hoje um carro honesto, competente e justo para quem precisa de espaço, manutenção barata e prazer de dirigir, no modo discreto.

É isso aí galera, fica ainda a propaganda lá para o TikTok no @EuCurtoCarroVelho, com uma série de pequenos vídeos dedicados a dicas de compra, venda, manutenção e uso desses carrinhos que não são novos, nem antigos, nem clássicos, nem de luxo. O carro normal, que abastece uma fatia absurda do mercado e leva e traz o brasileiro comum, trabalhador, que gosta de carro e só! Rápidas de Economia, desde 2011 se reinventando para trazer um pouquinho do que eu acho interessante, para quem quiser!




terça-feira, 29 de outubro de 2024

Coleção de Flagras - Parte 1

E não é que depois te tantos anos, alguns com posts de sucesso, outros nem tanto. Algumas fases bem relevantes, outras só para meros registros, o Rápidas encontra nova inspiração e vamos ver no que vai dar!

A ideia aqui é subir para o Blog um conjunto de imagens de Flagras automotivos, carros exóticos, raros, ou simplesmente fotos legais demais para deixar numa galeria onde ninguém possa ver! A maioria dessas fotos já foi postada no Instagram, na minha página que se chama @cars_flagras ... segue lá que vale a pena! Mas o fato é que as imagens do Insta não aparecem no Google Imagens, então por isso vou fazer uma série para trazer alguns cliques para cá e deixar disponível para o mundo ver meus humildes cliques por aí!

E sem enrolações, vamos lá para a sequência de hoje!


Começando com um Hot Rod Chevrolet de 1933! Esses carros foram exaustivamente modificados nos anos 50 e 60 com foco em performance. O mundo das exposições e do tuning estava bem longe de existir!


Dodge Dart 1979! Esse modelo se diferencia dos demais da linha Dodge dos anos 70 por trazer essa frente mais vincada. Nesse ano também tivemos um alinhamento no desenho do Le Baron e do Magnum.


Fusca 1970! O pára-choque com molduras e os faróis mais fundos no paralama são algumas das particularidades que ajudam a diferenciar os modelos pré e pós anos 70. Aqui destaque ainda para a pintura saia e blusa.

Agora um raríssimo Toyota Corolla Wagon 1994! Essa é a primeira geração do Corolla vendido no Brasil, ele veio com a abertura das importações de 1990. O sedan dessa geração não é muito comum, agora a Wagon é absurdamente rara de se ver.


E que tal esse Golf Cabriolet 1997! O Hatch da Volkswagen é o terceiro carro mais vendido do mundo (aliás o Corolla acima é o carro mais vendido do planeta), mas aqui no Brasil ele chegou no miolo dos anos 90. E junto vieram 38, isso mesmo, 38 unidades do conversível. E essa é uma delas!


Ford Taurus SW 1994! Aqui mais um exemplo de carro que na sua versão sedan não é comum, mas muita gente vê, agora na perua é absurdamente rara. A Wagon do Taurus segue aquele padrão bem americano de ser, e veio importada em algumas unidades nos anos 90.


Representando os Fiat, os esportivos e os nacionais, Fiat Tempra Turbo 2 portas 1994! Um ícone do seu tempo, um dos carros mais modernos dos anos 90, e também um dos mais belos.


Partindo para importados bem exóticos, temos a maravilhosa Dodge Durango de primeira geração. Aqui estamos falando da versão fechada da nossa nacionalizada Dodge Dakota, que era fabricada em Campo Largo - PR. Essa aí talvez nem tenha vindo oficialmente ao país, pode ser que tenha pertencido a alguma embaixada.


Daihatsu Feroza! Jipe japonês, essa marca pertence à Toyota e foi oferecida no Brasil como opções mais em conta no boom dos importados dos anos 90. Hoje em dia é um Jipinho cult e tem uma base sólida de fãs!


E para fechar de forma mais irreverente, que tal esse Ford Ka 2007 numa simpática plotagem cor de rosa com faixas pretas no capô? Eu não sou do tipo que tece críticas à toa por aí, eu prefiro respeitar e compreender a personalidade de cada um.


Encerrando a parte 1 dessa série, um não tão raro, mas longe de ser comum, Peugeot 206 CC plotado de preto fosco. Por muito tempo esse foi considerado o conversível mais acessível do mercado de usados, pois trazia consigo a "fama de ruim" que acompanha todo o Peugeot, o que dava uma quebrada nos preços desse belíssimo Cabrio.

E por hoje é isso aí. E além do @Cars_Flagras no Instagram, você ainda encontra mais conteúdo automotivo no TikTok, através do @EuCurtoCarroVelho, e lá o formato é diferente, você acompanha temas relacionados ao mundo automotivo em vídeos curtos sem enrolação, falando o básico, mas que é muitas vezes o que você precisa para começar a refletir. Valeu galera, um abraço e bora!






sexta-feira, 7 de junho de 2024

A Crise dentro das Crises

É galera, esse não é um post como os outros. Tem muita coisa acontecendo, que seria até injusto com a posteridade se eu apenas me limitasse a falar sobre o hoje. O que podemos dizer é que há algo de estranho, de errado, mas que a vida não acontece só no tempo e do jeito que você quer, ela é um trem desgovernado que horas você ta dentro, horas você só vê de longe...

 

Tiveram outras, eu sei, mas na minha mente quando falo de crises me vem três principais à mente. Talvez pelos livros de história, talvez pela minha formação em Economia, duas delas por vivência mesmo, mas ainda assim atreladas as minhas escolhas acadêmicas. Crise de 1929, eu não estava lá, mas sabemos o quanto ela mudou paradigmas para a economia.

Gostaria de deixar de lado dois período sombrios, as duas guerras mundiais, pois elas também foram divisor de águas na humanidade, mas por eventos extraordinários que mereciam seus próprios textos. Textos... pois é, acho que eu to bem atrasado, mas fica o registro de que eu já pensei. Talvez algo relacionado ao meu tema do coração, que todos sabem qual é, mas agora ainda não.

Enfim, as duas outras crises a que me refiro são a Crise de 2008, aquela da marolinha, mas que na verdade foi um pouco mais grave e de um jeito ou de outro colhemos reflexos dela até hoje. A diferença dela para a última é que pessoas tiraram a própria vida em desespero pelo que o futuro lhes reservava, enquanto que a última tirou vidas de quem não teve a chance de conhecer o seu futuro.

 

Acho que ficou claro que a última crise a que me refiro é o que conhecemos como Pandemia. O ano de 2020 quebrou muita gente. Seus planos, seus sonhos, suas lutas, fomos realmente encarcerados num mundo paralelo que expôs as desigualdades e fragilidades em um modo diferente. Não estávamos falando da economia de um país, de um setor do mercado financeiro, mas sim da própria vida em risco.

Mas não seria eu escrevendo se não levasse isso mais além. Você vive crises no seu dia a dia, e ainda digo mais, avalie esses primeiros meses de 2024 e veja se está tudo bem? Eu espero que sim, mas o que sei por experiência é que para muita gente não está. Tem algo diferente e eu não sei dizer bem o que é. Ou talvez seja só algo na minha cabeça, mas infelizmente penso que não.

E quando estamos enfrentando um momento difícil temos muito para onde correr, uma das principais ferramentas é achar culpados e jogar nosso ódio contra eles. Pois bem, essa alternativa já deixei de usar há pelo menos uns 5 ou 6 anos. Se estou melhor com isso? Com certeza, só que quem não aponta a faca é alvo das ameaças e calúnias dos outros. Se estou bem com isso? Não, e não mesmo!

 

Você também deve ter algo a contar. Eu ainda acredito que as poucas pessoas que lerão isso o farão porque eu mesmo as enviarei o link e pedirei que leiam, e acho que não há nada de errado nisso. A maioria delas já sabe mesmo a maioria do que está errado, aquilo que eu disse que não entraria em detalhes, pois será injusto com a posteridade. Para quando o furacão tiver passado.

A crise dentro das crises é basicamente quando algo ou alguém consegue piorar o que já está ruim. E muitas vezes o faz por egoísmo, falta de caráter, excesso de arrogância, ou algumas vezes por burrice mesmo. Um coisa que aprendi com a idade é que só posso controlar aquilo pelo que me torno responsável. Você nunca será capaz de controlar o outro, não importa o poder que você acha que tem.

Cada ser humano reage à sua própria forma diante dos problemas. Alguns não acreditam em energia, acreditam em ação. Outros observam e são obrigados a lidar com as consequências dessas ações, como se tivessem algum tipo de culpa, mas que quando as cartas são postas à mesa percebemos que fomos só enganados por blefes atuados com maestria por quem é especialista nisso.

 

Quero deixar claro que não sei qual é o melhor caminho a seguir, mas não importa onde isso irá me levar, eu vou tomar minhas decisões baseadas naquilo que faço de melhor, que é entender o quanto do problema eu realmente posso atuar para o bem, pois para o mal já há todo um arsenal de decisões mal tomadas cobrando o seu preço.

E sim, como sou eu, fica o convite para conhecer o histórico vasto do Rápidas. E ainda sobre o de hoje, as imagens que sempre tem um significado, aquela tabela temporária que explica tudo! Desde o Rio Amazonas visto de cima, o lago artificial que cerca a magia de uma tal de Disney Word, o monumento dedicado à Juscelino Kubtischeck em contraste com uma cachoeira em Prudentópolis no interior do PR, e do Paraná mesmo um morro em Irati ao lado de outro, um pouco mais ao sul, em Gramado-RS, e pra fechar com o sol, a esperança de dias melhores, com dois dos meus preferidos, a Bahia e a Santa Catarina. Porque não importa quantas crises existam dentro das crises, vamos enfrenta-las dando o nosso melhor...