sábado, 27 de outubro de 2012

Quanto vale o saber?

Vivemos um tempo em que o estado fornece apenas para dizer que usa o dinheiro dos impostos em alguma coisa, e o que é de graça ainda parece inferior. Há muitas formas de enxergar isso, segurança e saúde são bons exemplos, mas a forma mais óbvia de perceber a situação que entramos é a educação. 

Mas antes de começar eu dou a dica, o blog hoje tem duas diferenças, as fotos são de carros sim, mas sem legendas, sem contexto, só para apreciar. E o vídeo deve ser clicado agora, pois como não é de show nem clipe oficial, a música serve para ajudar na leitura!


As creches públicas não tem vagas suficientes, por isso as pessoas pagam. É isso mesmo? Quer dizer que todos os pais das crianças que estudam nas redes infantis tentaram antes a vaga da creche municipal? É lógico que há mais deficiências do que o número de vagas. E se assim fosse, não teríamos escolinhas com preços que variam de 300 reais, dependendo do período e região da cidade, até 1000 reais! 1000 reais! Conheço inúmeras pessoas que ganham menos do que isso por mês. É isso que estão lhe cobrando para cuidar de uma criança de 1 ano de idade. Tudo bem, até acho que a segurança de ter seu filho num lugar onde se possa confiar não tem preço, mas para tudo há um limite. O marketing invadiu o mundo em todos os cantos e detalhes e o valor de uma marca passou a representar mais do que a verdadeira qualidade de um serviço ou produto.

Crescendo um pouco chegamos à educação básica. Tudo bem que hoje em dia as escolas públicas não são mais o que foram em tempos de premiações e reconhecimento. Hoje em dia os adicionais passaram a pesar muito mais do que o seu real valor nos preços das mensalidades. A criança que estuda num Positivo, Bom Jesus, ou mesmo nas redes Maristas de ensino, tem à sua disposição muitos recursos tecnológicos, praticam esportes, viagens, competições, e tudo isso pesa muito no desenvolvimento delas. Mas o custo disso está ainda é exagerado demais. São opções para famílias ricas, cujas culturas infelizmente podem levar a fragilidade adolescente a tomar decisões baseadas num estilo de vida que despreza o seu semelhante. A incidência das drogas é muito maior entre os jovens de classe média do que nos jovens de classe baixa.


Chegando a uma fase quase adulta, chegamos no ponto crucial em que temos que encarar três mundos completamente diferentes, chegamos ao vestibular. Quando eu fazia cursinho pré-vestibular foi que percebi a distinção clara entre os três mundos. Haviam as pessoas cujo grande objetivo de vida era passar numa universidade pública, digam o que quiserem com relação à infra-estrutura e os problemas com greves, mas o ensino é de qualidade, o currículo possui peso e as pessoas saem com uma visão de mundo que chega ao inexplicável. O segundo mundo é o das grandes instituições particulares, onde dão aula muitos professores das Federais da vida, ganhando muito mais, com um ensino de qualidade, mas a custos exorbitantes. O terceiro mundo, neste comparativo que nada tem a ver com classe social, é o misto entre a salvação e a degradação. É o que há de opção para os jovens que não passaram no limitado número de vagas da universidade pública e também não podem arcar com o alto custo das instituições de grande nome entre as pagas (as quais eu me limitarei a não citar). Da piada corriqueira a uma dura realidade, às uniesquinas invadem as filas por empregos e muitas vezes, graças a convênios com empresas, são grandes e válidas opções para não parar os estudos. Meu único medo é que o ensino em algumas instituições é limitado e de baixa qualidade. O objetivo de formais profissionais já não existe mais, hoje são apenas fábricas de diplomas.

E não paramos na graduação, que na minha opinião é o momento acadêmico de maior importância na vida de qualquer ser vivo pensante. Pós-graduação à distancia em 6 meses? Que raio de mundo é esse? Esses cursos de aperfeiçoamento deveriam ser de graça e não gerar nada além de um certificado. É esforço, é captação de uma informação que nem todos terão, é válido. Mas não poderiam dar um diploma de pós-graduado, que possibilitaria concorrência com alguém que faz um curso de 1 ano e meio, com aula todo sábado, o dia todo, com provas, trabalhos e conteúdos verdadeiramente desafiadores.


Por fim, hoje em dia a mera informação vale muito, e quanto menor o esforço mais cara ela fica. O exemplo clássico são os relatórios de investimento disponíveis para clientes de grandes corretoras. Um grupo de analistas renomados já fez todo o trabalho e me passa um arquivo dizendo quais papéis eu devo comprar e em qual proporção de uma carteira segura e que garantirá mais ganhos que a média do mercado. Mas esse inofensivo pdf só está na minha mão porque eu pagou, ou sou funcionário, de um grande banco que possui a corretora com a plataforma mais premiada do país. Do contrário, talvez por isso muitos tenham medo do mercado financeiro, pague pra ver ou corra o risco de não saber o que acontece por trás da primeira página da gazeta do povo.

E outro problema da humanidade, dai minha preocupação com instituições que não ensinam a pensar, é que a maioria das pessoas não está preocupada com o caderno de economia, mas infelizmente se ligam apenas ao caderno de esportes e ao resumo da novela.


O vídeo de hoje é de uma banda que conheci por intermédio de uma grande seguidora do blog, alguém que constantemente me faz refletir e dar cada vez mais importância ao valor do pensar!

Carros destaque das fotos, Dodge Le Baron, Puma, Fusca e Cadillac. Clicados nos encontros de Curitiba, na praça da espanha e largo da ordem.

Espero que tenham gostado. E o verdadeiro valor de saber está dentro daquilo que você busca para se aperfeiçoar. Não importa em qual dos mundos você vive, ou se nem faz parte deles, se você leu este blog ao menos uma vez na vida significa que você tem a capacidade de pensar além da primeira página! Parabéns por isso!

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

A arte de planejar!

O post desta semana tem um fundamento ligado à reflexão. Recentemente uma pesquisa divulgou que mais de 40% das famílias brasileiras não possuem nenhum tipo de planejamento financeiro. E você, como anda seu orçamento?

Palio Weekend e as maravilhas de um bagageiro no teto, sua primeira aparição em público.

Já não é de hoje que eu defendo que planejar e a forma mais simples e rápida de alcançar grandes objetivos. Temos que colocar no papel, visualizar, mentalizar e trabalhar. Aliás, sem o esforço nada acontece, e quando acontece é bem provável que você não dê valor. Lógico que o filho que ganha o carro zero aos 18 anos valoriza o presente do pai, mas se pensarmos bem, fica algo no ar. Pelo menos nas pessoas normais, eu acredito, fica uma vontade de conquistar mais coisas sozinho. Não preciso recontar a história de quando era novo, de trabalhar entregando panfletos todo domingo para comprar minha bicicleta nova. Nem preciso contar pela milésima vez a história do meu primeiro carro, um Chevette de 2 mil reais. Mas o que fica é que as coisas conquistadas com seu próprio suor terão sim um valor muito diferente. Independente se o que é meu é mais simples que o do outro, nem importa do que eu ou a outra pessoa abriram mão, das decisões certas ou erradas, o que importa é que sonhos não se realizam sozinhos.

Um dia desses me perguntaram se eu iria viajar no feriado e antes que eu respondesse já complementaram: "vocês sempre vão né?" De fato, gostamos muito de viajar e na minha opinião há dois tipos de viagem, as de descanso e as de turismo. O feriado ao qual se referiam era uma viagem de descanso, uma praia já conhecida, uma pousada simples mas bem confortável. Quando falo em planejamento, digo em coisas simples como esta. Três meses antes eu já havia entrado em contato com a pousada e feito a reserva, nos meses que seguiram eu já havia feito os depósitos da estadia, um custo a menos. E por mais que isso possa surpreender, abasteci o carro no cartão de crédito. Sim, jogando os gastos com automóvel para o mês seguinte e já tendo pago a hospedagem sobrara o suficiente para curtir, comer bem, gastas com quaisquer bobeiras que achássemos legal. As viagens de descanso servem para largar os controles e relaxar.

No contexto, Novo Uno, isso seria 2º carro. Diferente de carro de fim de semana.

Diferente, um pouco, das viagens de turismo. Viagens de turismo são para conhecer lugares nos seus mínimos detalhes. Tudo começa com a escolha, uma cidade, ou algumas cidades, que tenham algum significado histórico ou forte atrativo. Uma boa pesquisa no google nos ajuda a criar pré-roteiros e descobrir coisas que muitas vezes nem estão entre as atividades mais populares. Planejamento de rotas e lugares a visitar com base nos dias disponíveis. Comidas típicas, outra forma de sentir que conhece bem onde você foi. Que graça passear sem curtir as coisas do lugar? Foi assim que conhecemos lugares que hoje eu falo sem medo que eu não me perderia se me soltassem em qualquer ponto. Foz do Iguaçu, Rio de Janeiro, Buenos Aires, os dois principais destinos do Brasil e uma das cidades mais visitadas do mundo. Planejando, montando sonhos como se fosse um lego. Bem melhor se for em boa companhia, também não preciso dizer que meu interesse por viagens foi despertado pela minha amável esposa, aliás a parte do google é sempre com ela, a parte de não se perder é que fica por minha conta. Trabalho de equipe.

Hoje tive outra boa surpresa ao estar no trabalho e um colega me pedir ajuda sobre cerveja. Não conheço tanto quanto alguns amigos, sobretudo minha madrinha de casamento que é até colunista num blog de cervejas especiais, mas gosto, me interesso, e procuro pensar um pouco mais do que somente beber. O mercado de cervejas especiais, artesanais, premium, importadas, vêm se tornando um nicho cada vez mais popular. Sabores muito mais intensos, misturas inusitadas, algo bem diferente das meramente pilsen que por muito tempo foram a preferência nacional. Aliás, continuam sendo, aposto eu, a preferência dos 40% sem planejamento, pois uma boa cerveja, desta nova leva, custa cerca de quatro vezes mais do que uma skol, a mesma skol que eu não tenho mais coragem de escrever com letra maiúscula. Sinto muito ambev, mas nem sua pop star bud é capaz de enfrentar minhas novas preferidas!

Isso é carro de fim de semana! Ame ou odeie, impossível ficar indiferente, isso é Fusca!

O fundamento deste post é o planejamento, portanto o último tópico vai relacionado a algo que eu dou muito valor, mas que nem todo mundo entende. Carro de fim de semana. Muitas famílias hoje em dia tem dois automóveis, ou até mais, mas normalmente fala-se de carros comuns, dois populares, dois carros novos, dois financiados por assim dizer. Não é disso que estou falando. Estou falando, no caso de quem tem dinheiro, de uma Ferrari. Um carro que não é viável de se guiar todos os dias. E no caso de quem não tem dinheiro, mas não abre mão de realizar seus sonhos, um Fusca, um carro que ninguém aguenta guiar todos os dias. Brincadeiras a parte, sou um fã incondicional da pequena maravilha da Volks, mas admito que um carro normal é bem mais fácil e confortável. Conheço grandes pessoas que só usam seu Fusca no dia a dia, mas são carros preparados e cujo investimento daria para comprar qualquer carro normal. No meu caso, Fusca é para curtir, para descontrair, desestressar, se divertir. Esse é meu conceito de carro de fim de semana.

Por fim, eles que são figurinha carimbada neste blog, mas que nunca perderão seu efeito sobre a minha pessoa.
Grande música, espero ter contribuído para uma reflexão sobre a arte de planejar. Espero que tenham gostado, abraços e muito obrigado!

sábado, 6 de outubro de 2012

Da grande empresa à sua vida!

Globalização, grandes grupos empresariais, empresas menores e sua própria vida econômica. Tudo isso está ligado, e a forma de entender melhor a sua inclusão neste mundo de hoje, é entender como ele funciona.

Mas não sem antes apreciar o ensaio da semana, começando por uma Kombi bicolor, 1970.

A maioria das grandes empresas de hoje não começaram imensas como são. Muitas delas começaram como pequenas ideias, um bom produto e algum investimento. Empresas do gênero alimentício, industrias de bebidas, montadoras de automóveis, construtoras ou até mesmo bancos; todos tiveram um começo, um empresário que resolveu arriscar, uma pessoa comum que resolveu correr atrás do seu sonho, um governo que resolveu estatizar algumas atividades. O que vale saber é que sem um começo não se chega a lugar nenhum, e é por isso que estamos falando sobre empresas.

Grandes corporações, quando já atingiram um nível ótimo em sua própria região, tem como objetivo claro a expansão de seus negócios, e hoje em dia não há forma mais fácil e direta de expandir a não ser as aquisições. Não diria nem hoje em dia. É uma técnica usada a muitos anos e que ajuda grandes marcas a entrarem nos mercados, ao mesmo tempo em que usa a base de empresas locais, com tradição, mas sem o mesmo vigor financeiro para se manter frente a algumas inovações.

Um raro Mustang 1985, concorda-se que é uma geração sem apelo visual, mas é um Mustang.

Assim aconteceu com a antiga marca de geladeiras Prosdócimo, que foi comprada pela Electrolux, algumas marcas de suco e refrescos que foram incorporadas pela Coca-Cola, a marca cearense de jipes, Troller, que foi comprada pela Ford, e porque não citar os bancos. As instituições financeiras no Brasil passaram por grandes mudanças nesse sentido de aquisições. Desde o próprio HSBC ainda em 1997 quando comprou o Bamerindus, um dos grandes bancos brasileiros das décadas de 1980 e 1990. Passando pela entrada do Santander, que comprou o banco Real, até as pequenas compras do Banco do Brasil, Besc e Nossa Caixa recentemente. O universo bancário é formado assim, negócios, produtos, altas taxas, baixas taxas, e os bancos vão tentando se focar no que gostam de chamar de o seu negócio.

E voltando a falar em toda empresa começa de algum lugar. O Brasil registrou no primeiro semestre uma marca superior a 1 milhão de empresas abertas! Sim, mais de um milhão de empresas se constituíram nos primeiros meses de 2012. Isso é um marca e tanto, principalmente num país onde um número absurdo de pessoas passa a vida reclamando que não pode, não consegue, não dá. O que vemos na prática é muitas pessoas acreditam que é possível! Talvez não na vidinha que muitas almejam, ser empregado com um salário e carteira assinada. Mas numa vida onde você é o chefe! E numa vida onde você vai entender o chefe chato que resmunga do tempo no café, que resmunga que as pessoas não trabalham direito. Sim, porque a verdade é que na vida há um percentual muito pequeno de pessoas que vestem a camisa. A maioria, enquanto não "ganhar" alguma coisa diretamente, não está nem ai para o resultado coletivo.

Um clássico um pouco menos famoso, um Suzuki Vitara Canvas 1991.

Às vezes nos revoltamos em ver algumas injustiças no âmbito empresarial. Mas eu acredito que sempre teremos aquilo que precisamos para ser feliz de fato. Se eu ganho menos que alguém, é porque sei me virar bem com o pouco que tenho. Se eu ganhar mais, tenho que ter a sabedoria para fazer deste o ideal. E não como algumas pessoas que ganham muito e estão sempre devendo. Não me revolto por achar que tenho pouco. Me revolto quando veja alguém que eu sei que ganha muito bem, reclamando de falta de dinheiro.

Decisões erradas nós temos o direito de tomar o tempo todo. Mas o difícil mesmo é saber voltar atrás e reconhecer que erramos. Voltar atrás e desfazer um mal negócio. Isso é quase impossível de se ver. Enquanto quem faz com o pé no chão, a princípio parecer estar sempre um pouco atrás. um carro mais velhinho, um celular mais simples, uma vida mais simples. Mas o fato é que de onde muitos só valorizam a imagem, nós achamos a inteligencia e vivemos melhor.

Não preciso insistir, já provei a muito tempo que uma vida disciplinada vale mais e é mais proveitosa do que o ato de parecer ser. E é assim que vai ser, assim que vou insistir em ser de verdade!


E fechando com muito Rock N' Roll, uma coisa que eu já falei e repito. Certos prazeres são para quem entende! Não adianta tentar convencer o mundo, quando muitos não estão preparados.

Abraços!!!

sábado, 29 de setembro de 2012

Emoção, controle e curtir a vida!

"Mais um dia tenho que encarar, não é nada fácil a vida ganhar, cheio de problemas para resolver, ninguém mais tem calma para se entender..."
Fusca! Dispensa rótulos, para alguns é só um carros velho, para muitos é... um Fusca!

De fato, a vida adulta não é nada fácil. Ficou para trás o tempo em que mamãe arrumava a casa enquanto você só jogava video game. E o mais absurdo é que, se me perguntar, não ligo de arrumar a casa, o que mudou mesmo foi que eu não tenho mais vontade de jogar. Parece engraçado, mas a mente trabalha mais rápido que muitos jogos, aquela realidade passou e eu não sinto falta. Mas não significa que envelheci tanto assim, se colocar um fusca razoável na minha mão eu já tenho mil projetos em mente! Aliás, a vida é assim, passamos a ter que assumir mais responsabilidades, mas não podemos esquecer dos momentos que vão nos tornar um pouco mais crianças de novo. Para alguns os jogos eletrônicos funcionam, eu sempre brinquei de carrinhos. Se eu cresci, por que eles também não?

Quero falar justamente sobre a psicologia nas decisões de consumo. Não adianta eu ficar anos escrevendo posts criticando quem não pensa em tudo antes de comprar, se não levar em conta esse fator incondicional. Qualquer produto só será digno do seu dinheiro se te conquistar. Não interessa se é de última tecnologia ou se é um clássico que ninguém vê valor. A vida é uma sequencia interminável de tomada de decisões, e se me falar que 90% delas foram tomadas deixando a emoção falar mais alto, eu acredito e não negaria. O problema é que as pessoas não sabem fazer de sua vida financeira algo emocionalmente a seu favor. Como assim? Dinheiro tem emoção agora? Sei que parece piração, mas não é tão difícil.
Outro injustiçado, até mais por assim dizer, Fiat 147!

A primeira grande decisão e barreira que temos que superar é quando saímos da casa de nossos pais. A vida lá fora vêm cheia de faturas que você mal conhecia. É você quem irá pagar as contas luz, água, telefone, internet, tv por assinatura, etc. É nesse momento que a emoção começará a falar mais alto e você precisa trabalhar com a sua mente a seu favor. Um começo de vida precisa que você, no auge de seus sentimentos, saiba que cortes de gasto são necessário e obrigatórios. Sabe como é fácil abrir mão de besteiras do dia dia? Perseguindo sonhos muito maiores. 

"O tempo vai passar, vamos nos esquecer e algum dia a gente vai entender. Agora é melhor, não olhar pra trás, a solução um dia vai chegar..."

Vivo falando aqui que mexer com carros é uma paixão para mim. Quer algo mais emoção do que comprar um carro velho? Antigo? Equipado? Para reformar? Não, não estou mais falando daquele meio de transporte comprado em 84x sem entrada. Estou falando de decisões únicas, de carros únicos, algo que seja capaz de fazer você sorrir só de olhar. Enfim, se não carros antigos, todo mundo deve ter seus sonhos. Poderia citar viagens, outra paixão, que no caso descobri com minha esposa. Outra coisa que é preciso muito mais do que dinheiro, é preciso emoção para saber aproveitar. Eu desafio qualquer mero muambeiro, desses que costumam ir à Foz todos os meses, desafio se eles conhecem Foz melhor do que eu, que só estive lá 3 vezes.

Quando viajamos a algum lugar, uma coisa que gostamos muito de fazer é conhecer o máximo que podemos dentro do tempo que temos. O google alguns dias antes nos ajuda a definir prioridades, os mapas turísticos são nossos grandes aliados, um celular com câmera já basta para captar momentos, e um espírito dotado de muita vontade de fazer cada minuto se vida vida valer a pena!
Fechando o ensaio, um lendário Simca Chambord!

A vida financeira é mais do que ter e possuir. É o que você pensa e como o dinheiro faz você se sentir. De nada adianta ter muito e não saber o que fazer. De nada adianta não ter e só reclamar. A premissa básica da economia, e é o que eu gostaria de passar para a vida de todas as pessoas que conheço, é fazer o melhor com os recursos disponíveis. Não o melhor aos olhos dessa sociedade que só sabe julgar. O melhor para você! Aquilo que te faz bem.

E para fechar de forma bem simples, não custa reforçar uma coisa que eu sempre disse aqui. Quem planeja consegue conquistar muito mais fácil. Pare só de sonhar, coloque seus sonhos no papel. Escreva e transforme-os em planos, com passo a passo a ser seguido até o tesouro. Não aquilo que querem que você tenha, aqui que realmente você quer!

Quem planilha controla melhor suas finanças, quem controla bem consegue poupar, quem poupa tem segurança, quem se sente seguro arrisca um pouco mais, quem arrisca pode ganhar mais ainda e por aí vai.

O ensaio da semana é uma homenagem a esses carros velhos, carros velhos que podem o seu primeiro carro. Carros velhos que podem ser a opção de segundo carro quando você precisa. Carros velhos que podem ser mera diversão ou até mesmo virar clássicos se você souber o que quer. Carros velhos, não antigos mega valorizados, carros velhos... 

E para fechar, um clássico do old time rock n' roll brasileiro, falando sobre carros clássicos.
As novas gerações precisam de nós para manter a memória dos bons tempos. Quando automóvel era muito mais. E não importa qual o seu velho, Fusca, Fiat 147, Chevette, Corcel. Esses carros que fizeram as décadas de 1970 e 1980. Não os Opalas (apesar de toda minha admiração), ou Galaxie. Sempre serei um grande admirador dos grandes clássicos. Mas quando quero me divertir, é um carro velho mesmo que eu quero!

Abraços!!!

sábado, 22 de setembro de 2012

Um giro sobre a Economia de Hoje!

Se tem uma coisa que eu não costumo fazer é falar sobre meus próprios investimentos. Eu dou bons exemplos de um mercado que é capaz de agradar a qualquer perfil de pessoa que queira mais do que apenas uma fatura de cartão de crédito no final do mês. Mas é engraçado como, quando eu falo para alguns que é relativamente fácil fazer uma operação de bolsa de valores render 10% em uma semana, e digo que esse lucro pode representar uns 50 reais, algumas pessoas acham graça. Acham que é pouco. Aí eu paro e fico pensando, essa mesma pessoa é aquela que ficou feliz por ter conseguido parcelar uma pequena reforma. Então quem está errado? Aquele que se orgulha de ter ganho 50 reais limpo em uma semana por ter comprado e vendido ações na hora certa, ou aquele que não tem 500 reais na mão quando precisa? As pessoas precisam comemorar mais, precisam festejar os pequenos ganhos e não as perdas que não enxergam.
Família Galaxie / Landau - Preço médio de 40 mil reais.

Segundo estudos dos institutos de pesquisa econômica, a classe mais baixa é que sofre mais com o aumento da inflação. Pois os grandes vilões do bolso atualmente são os alimentos, e estes representam um percentual muito maior do salário de uma classe D e E. Enquanto a classe A (leia-se famílias com renda mensal superior à 16 mil reais) gasta cerca de 8% de sua renda com alimentação, esse número é de mais de 20% na classe D (famílias com renda até 3 mil reais por mês). Portanto, a leitura é que as pessoas que gastam menos sofrem com o aumento daquilo que mais precisam. E vocês sabem qual é um dos motivos do aumento do preço da carne? Pode parecer piada, mas a culpa é da crise americana. Sim, tudo está ligado. O encarecimento dos custos nos EUA representa um custo maior na produção de milho, importante commodity cujo país que concentra a maior produção mundial é capaz de controlar, portanto a ração está mais cara. Tudo está ligado.

O povo em geral não desaprova a baixa dos juros, de certa forma nem eu mais o faço, mas uma coisa é certa. Os juros caíram para o povo num impacto e proporção menor do que para o governo. Os gastos do governo com a dívida pública, e não estamos falando de títulos do governo, estamos falando dos contratos firmados a juros altos entre nossas prefeituras e governos estaduais, para prover obras de infra-estrutura (ou para chamar a atenção do eleitorado como eu prefiro dizer), estes contratos estão sugando boa parte do orçamento de cidades e unidades da federação. Muitas vezes são dívidas que passam de gestão para gestão, sem nunca se resolver. O obra já está deteriorada, a melhoria já requer um novo começo, e o poder público é que arca com o problema. As dívidas dos estados e municípios está em patamares absurdos, graças a muitas besteiras eleitoreiras e pouco foco nos problemas que a população precisa que sejam resolvidos, como saúde e segurança.
Série Dodge dos anos 1970 - Chegam até 70 mil reais.

É hora de vender quando todo mundo só precisa comprar, é hora de comprar e a máfia torna os vendedores particulares meramente vítimas de um mercado que não abre brechas. Estamos falando de dois mercados bem diferentes, mas que representam os dois sonhos primordiais da vida do cidadão brasileiro. Carro e casa.

Estudos recentes apontaram que o mercado paranaense de imóveis está com uma bolha formada, sem data para estourar, mas com preços irreais e nada sustentáveis. Onde está a novidade? Só quem é louco ainda não percebeu que o preço dos imóveis de Curitiba passou dos patamares da sanidade a muito tempo. Se você tem uma casinha num bairro afastado do centro, venda. Venda porque este é o momento em que ela vale mais, salvo se você irá esperar toda a civilização chegar até um lugar que nem luz e água possuem, venda tudo que você tiver, mude-se para a praia enquanto ainda dá. Mas é lógico que casa não é um bem tão líquido ou facilmente acumulável assim. Ninguém tem casas sobrando, pensando no que fazer. Até porque o custo de manutenção é alto. A questão é que o momento é crítico para quem quer comprar um imóvel.

De outro lado, o preço dos automóveis novos e os descontos nos impostos transformaram o mercado de automóveis usados numa terra de ninguém. As mesmas lojas que pedem mais de 10 mil reais por um Gol quadrado básico, lhe oferece misérias pelo seu semi-novo completo e em bom estado. Para depois revender o seu automóvel com plaquinha de impecável com preço acima da fipe. E vender um carro no particular tornou-se uma atividade tão arriscada e perigosa que a maioria das pessoas normais simplesmente não pensam nessa hipótese. Eu não vou gastar 20 mil reais num carro simples, sem graça, pequeno, que não vai me satisfazer como eu (entusiasta do mundo dos carros) quero e preciso. Mas até comprar um Fusca hoje em dia está difícil. Sem desmerecer, Fusca é um clássico, mas um carro que teve mais de 3 milhões de unidades vendidas no Brasil, que é reconhecido por sua durabilidade e confiança, será que é tão raro de encontrar hoje em dia? Não. Estamos vivendo uma bolha também no mercado de Fuscas.
Um Corvette Sting Ray pode superar os 150 mil!

O preço médio dos automóveis antigos estourou nos últimos anos, hoje em dia um Opala por menos de 10 mil reais é carcaça. Carros como os que costumam figurar os ensaios semanais são quase além da imaginação. Mas enfim, não há o que fazer a não ser se concentrar naquilo que quer, usar da melhor forma aquilo que se tem e respirar fundo.

Para fechar com Rock, eles que são paranaenses, cujo guitarrista é meu vizinho e amigo pessoal, clássico da música brasileira, com vocês, Blindagem!
Esse vídeo é Foda! Abraços galera!!!

sábado, 15 de setembro de 2012

Loucuras da Bolsa de Valores

Olá galera, eu quero começar o texto dizendo que o trabalho com os alunos do Imaculada Conceição está sendo muito show! Falta apenas um tópico para fecharmos o programa e o desempenho da galerinha foi sensacional! Estou muito satisfeito por poder participar disso e estar, porque não dizer, realizando um sonho. Ministrar estas palestras é como escrever um post ao vivo e em debate. Show de bola!
Karmann Guia TC, inspirado nos Porsche da década de 1970!

Mas vamos lá, a semana começou com uma notícia que vai mexer com o bolso de muita gente. O governo anunciou corte nos impostos da energia elétrica. Luz 16% mais barata nas residências e 28% nas indústrias. Uma boa notícia, sem dúvida, levando e consideração que hoje em dia as casas estão saturadas de equipamentos elétricos. Apesar de muitos serem mais eficientes que os do passado, hoje em dia estes equipamentos permanecem muito mais tempo ligados. O mercado acionário reagiu rapidamente aos anúncios. As ações das companhias de distribuição de energia elétrica caíram, enquanto que as ações de diversas empresas, que serão beneficiadas com a redução, subiram rapidamente.

E falando em bolsa de valores, uma das regras fundamentais para quem tem interesse, ou gostaria de se arriscar no mercado acionário é: não confie muito nos seus próprios instintos. Não podemos esquecer que a bolsa de valores é formada por pessoas comuns. Muitos bem mais preparados do que nós, simples mortais, para perceber bons e maus momento de cada papel. Não se compra uma ação por gostar da empresa, por achar o nome legal ou por impulso. Se compra uma ação baseado no comportamento da mesma num determinado período a ser usado como referência, e no comportamento do mercado em que a empresa está inserido.

Exemplo rápido, uma das ações mais pops do mercado são as ações da Vale do Rio Doce, grande mineradora presente no mundo todo. No início de setembro as ações desta empresa estava sendo vendidas a 33 reais no mercado secundário. Lembrem-se, mercado secundário é o mercado de ações comum. O mercado primário é aquele em que as empresas lançam suas ações novas aos primeiros compradores. Enfim, a cotação da VALE3 era de aproximadamente 33 reais em 6 de setembro. As consultorias especializadas, diga-se Info Money e corretoras em geral, indicavam fortemente a compra destes papéis. Quem assim o fez, viu a cotação chegar aos 39 reais em 13/14 de setembro. Ou seja, num período inferior a 10 dias estas ações valorizaram cerca de 18%! Isso é nada menos do que 144x o rendimento atual da poupança, numa comparação atrelada ao rendimento por dia.
Não dá pra negar, o Corvette chamou atenção no camping de Floripa.

É lógico que as ações da Vale tem um teto, ou seja, essa valorização é momentânea, pode ser que suba ainda mais, como pode ser que despenque em breve. Mas a grande sacada neste caso é que as recomendações da corretora e dos analistas em geral estava correta. Já é um mercado de alto risco, portanto, não confie simplesmente na sua intuição. Aprenda a estudar o mercado e analisar qual a hora certa de comprar e vender.

Agora uma historinha engraçada sobre home broker. Home broker é um aplicativo que lhe mostra em tempo real as cotações, suas informações de capital, carteira, financeiro disponível, etc. Neste programa é possível mandar ordens de compra e venda das ações de sua escolha a qualquer preço e quantidade. E as ordens funcionam da seguinte forma, se há alguém enviando uma ordem de venda de quantidade e preço similar ao que você enviou de compra, a ordem é executada. Certo dia desses eu estava pensando em comprar as tais ações da Vale, e em outras situações já passei dias mandando ordens e as mesmas nunca eram executadas, por meus valores não baterem com os vendedores. Mas neste dia não, enviei a ordem e em menos de dois minutas ela já apareceu em verde, minha conta foi debitada e eu já era dono de "x" ações. Comecei a rir sozinho e nesta hora eu tive a certeza de que eu sou anormal. Como pode um cara se divertir com bolsa de valores? É mais fácil do que se imagina. Mas acredite, a linha entre rir e chorar é tão tênue que o conselho que eu deixo é muito simples. Ria de qualquer centavo que ganhar, mas antes de acostumar-se a perder dinheiro, venda suas ações ao menor sinal de desvalorização, ou então enterre-as. Foi o que fiz com umas ações que comprei em 2010 e hoje elas valem menos de 50% do que paguei na época. Vão ficar lá, eternamente talvez, pois não aquele dinheiro é quase fundo perdido e resgata-lo hoje não me ajudaria em nada.
Um pequena homenagem aos que passaram pela garagem, Gol 1990 e Gol 1981.

Bolsa de valores é isso, histórias de perdas e ganhos, histórias engraçadas e outras não mesmo. Mas a diversão paga-se pelo entendimento, capacidade de analisar, sabedoria conquistada. Não basta estudar, é só na prática que você descobre os riscos e prazeres de ser responsável por essas decisões. Ser louco, ser fora do normal. Com a dosagem correta é bem vindo.

É isso galera, post mais focado em bolsa de valores. O ensaio da semana é dedicado a algumas raridades que encontramos no dia a dia, rodando tranquilamente pelas ruas. E a banda da semana, é um tipo de rock mais descontraído, banda curitibana de sucesso relâmpago, no melhor do Ska!
Essa foi para fechar com a banda que eu coloquei na palestra e... ninguém conhecia! Bom, já deu pra perceber como a coisa foi descontraída!

Abraços!

sábado, 8 de setembro de 2012

Palestra de Finanças Pessoais

O post de hoje possui um assunto muito especial, ele é baseado no conteúdo de uma palestra que eu ministro, como voluntário, para adolescentes do terceiro ano do ensino médio. São assuntos de extrema importância, que muita gente que já passou dos 17 anos há algum tempo, talvez não tiveram a oportunidade de pensar desta maneira. Vamos lá então, falar sobre orçamento, investimento, crédito e seguro.
Não dá para resistir, meus clássicos juntos! Gol AP 1988 e Fusca 1500 1974.

Num primeiro momento parecem coisas simples, e eu não discordo dessa visão, pois são assuntos que tratamos com muita frequência aqui no blog, e não deixam de ser a base para uma vida financeira saudável. Aliás, o nome do programa é Finanças Pessoais, criado e difundido pela instituição Junior Achievement, cujo foco é o setor de educação com introdução ao mundo do empreendedorismo. Quem quiser visitar o site e saber mais sobre outros programas, é bastante interessante: www.japr.org.br .

Então vamos começar com orçamento. Conceito básico para qualquer pessoa que começa a ganhar seu próprio dinheiro e tem que tomar decisões baseadas no quanto têm e no quanto custam suas necessidades. Junto com uma independência financeira vem uma série de compromissos. É preciso decidir entre ir ao cinema ou juntar dinheiro para comprar um aparelho de dvd. É preciso decidir entre assumir as parcelas de um carro novo ou cuidar da manutenção do seu carro usado. E nesta é lógico que a primeira alternativa seria o carro novo. Mas lembre-se que junto vêm um custo maior de imposto e revisões, além dos custos básicos comuns a um automóvel de qualquer idade. E repito algo que eu sempre disse, para quem sabe cuidar de um usado eles sempre custam menos. Enfim, orçamento é a capacidade que a pessoa tem de gastar menos do que ganha. É saber decidir com base no quanto eu tenho e nunca com base no quanto eu quero que os outros pensem que eu tenho.

E uma das faces importantes de um orçamento nos leva ao nosso próximo tópico, talvez o mais importante na visão de um economista, que é o investimento. Investir é regra, é lei, é a condição primordial na vida de um cidadão que acha que possui sua independência financeira. O básico, que deveria ser seguido por qualquer um, é que de 15 a 30% da renda mensal de qualquer indivíduo deve ser separada para investimentos. Há alguns anos era inclusive um ótimo negócio, nos tempos de juro alto podia-se ganhar muito dinheiro ao deixar de lado alguns excessos. Hoje em dia a indicação é mais para constituição da reserva de segurança. Já cansei de falar aqui o quanto é importante ter uma poupança, ou seja, um fundo de reserva para situações de emergência. E não preciso justificar dando exemplos do que seriam momentos de crise. Basta usar a imaginação e ser um pouco pessimista para descobrir que é possível precisar. E além do mais, investimento serve para muitas outras coisas. Investimento serve para não pagar juros na hora de trocar de carro, serve para não se endividar, serve para poder aproveitar oportunidades, serve para ter uma vida estável, confortável e segura do ponto de vista financeiro. Investir bem pode fazer com que você pare de trabalhar tanto atrás do dinheiro e passe a ter o dinheiro trabalhando um pouco por você.
Super raridade, Belina 4x4 (inteira) flagrada em Curitiba!

Nosso próximo tópico é o crédito. Muitas vezes eu falei mal dessa ferramenta, que no fim das contas só quer agilizar um pouco a vida de quem não sabe, ou não tem condição de investir direito. A única diferença é que o crédito cobra você, ele lhe ajuda hoje mas irá lhe cobrar com juros num amanhã que chega tão rápido quanto aquela viagem que você parcelou em 36x. Hoje em dia mais ameno, o juro continua sendo o preço de um dinheiro que não é seu. Continua sendo motivo de muitas preocupações na vida de quem não sabe planejar, ou não preveniu uma crise que chegou sem avisar. Lógico que é possível conviver pacificamente com o crédito, todo mundo passa por situações que o querer, aliado a um pouco de ambição, faz com que paguemos pelo direito de "poder" comprar algo que não podemos. E isso nós vemos naquele celular bacana, naquela tv de led, ou até mesmo naquele carro zero. Não há nada de errado nisso, desde que você saiba que o custo de oportunidade de ter aquele bem muito antes do que você achou que poderia comprar, é o risco de não poder pagar num momento inesperado. Fora o aperto que o valor daquela parcela, que parecia tão pequena, pode provocar ao multiplica-la por 72x. Cautela, é a palavra que deveria vir a mente de qualquer um que pensa em crédito como a solução para um problema.

E por fim, fechando os tópicos de nossa palestra, o seguro. O seguro nada mais é do que a união de um grupo muito grande de pessoas, administradas por uma empresa, que pagam um valor que lhes garante a tranquilidade em situações de sinistro. Por ser provável que um incidente não ocorra com todas as pessoas, ao mesmo tempo, a união dos valores pagos por todos é suficiente para arcar com as despesas de alguns. Sempre menosprezei a figura do seguro, mas para quem já teve casa assaltada, carro acidentado ou simplesmente arrombado, hoje em dia não abro mão de pagar algo, que não resolve o trauma, mas ressarce o prejuízo. E hoje em dia a categoria de seguros é tão ampla que um pouco de dinheiro investido pode lhe garantir ao menos um impacto suportável em casos de emergência. Casa, carro, vida, saúde, estar seguro não impede que nenhum mal lhe aconteça, mas lhe permite dormir melhor e acordar mais disposto.
Outra dupla memorável, Uno 97 e Monza 92. Na dúvida, tenha dois carros!

Com isso fechamos os tópicos da palestra e só o que podemos dizer para complementar é que a decisão por ter uma vida mais tranquila, mais segura, mais previsível, está dentro de cada um. O dinheiro foi feito para prover nossas necessidades humanas, e quem as escolhe somos nós mesmos. Eu que decido se ter dois carros é uma necessidade minha. Eu escolho se viajar para outro país é uma necessidade cultural que preciso suprir. Eu que escolho se posso ou não arcar com as despesas de se ter um filho. E acredite, escolho mesmo. Se você quer você planeja e faz! Se você achar que não consegue já é um passo para a derrota.

E fechando o post, mais uma vez, rock para descontrair e a menção ao ensaio, provando que carro é uma arte e a personalidade estampada em cada acessório me diz mais, muito mais, do que qualquer nota fiscal onde o ano/modelo impresso é o vigente.
Mais uma porrada para dizer que a minha é Economia, Carros e Rock N' Roll!!!

Abraços!!!