sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Guia do Usado - Ford Fiesta

Na ansiedade em falar dos carros que já tive, depois me empolgando para modelos que sempre gostei, acabei esquecendo por um momento de um popular que já está no mercado há pelo menos duas décadas. Um modelinho da Ford que tem muita história, está entre os mais vendidos da marca pelo mundo todo e é uma excelente opção para quem procura um bom carro para chamar de seu. Hoje em dia já não pode ser considerado tão popular, mas o nosso foco começa um pouco antes. Hoje é dia de Fiesta.


Trazido ao Brasil em meados de 1993/1994, a geração que chegou por aqui era fraca, fraca no desenho e na proposta, o nosso Escort Hobby era mais bonito. Muitos só conhecem o Fiesta de 1996 em diante, aí sim um belo carro, com o padrão da época, bons equipamentos e excelentes opções 1.3 e 1.4 de motorização. O problema dele era estar num mercado dominado pelo imbatível Gol bola, Corsa e Palio de primeira geração. Mas ainda assim se manteve na disputa, tanto que em 2000 ganhou um novo farol, mais agressivo e a versão sedan em seguida.

Já num momento de Gol G3, Novo Corsa e Palio remodelado, a Ford faz do Fiesta um mini-Focus em 2003! Para os puristas o carro perdeu um pouco do prazer de dirigir, mas como o mercado não entende muito disso, o Fiesta virou um sucesso. Entre 2003 e 2007 foi bem, em 2008/2009 a Ford estragou um pouco o carro com um farol feio e só se recuperou em 2011 com uma frente bem mais harmoniosa. Tanto que essa versão seguiu até o lançamento do Novo Ka (modelo que matou o Fiesta de entrada, deixando apenas o superior New Fiesta na parada).


O ponto alto dos fiestinhas de 1996 até 1999 são as versões completinhas com motor 1.3 e 1.4 que da pra encontrar barato e em bom estado. Para quem precisa de um carro simples para o dia a dia, essa opção traz o conforto que não se acha em outros carros da época. Já para as versões 2000 em diante, já está disponível o motor 1.6, um canhão que faz o pequeno Ford ficar bem divertido. As opções 1.0 são sempre presente e muito viáveis. Por se tratar de um carro de entrada, até mesmo versões básicas e duas portas podem ser bom negócio.

Chegando em 2002/2003, passamos a contar com um novo carro, somente na versão de 4 portas, bons equipamentos e um conceito adotado pela Ford que colocava o Ka na posição de popular enquanto o irmão maior ganhava status. Esse modelo é muito bem aceito e não sofreu mudanças drásticas até o lançamento do New, embora eu ache o modelo 2009 a 2011 feio, é uma opção para quem procura um popular. Nessa época se oficializou o sedan que seguiu até o lançamento do Ka+.


Da fase mais abrangente do Fiesta, os motores 1.0 e 1.6 podem ser considerados confiáveis em todos os níveis, cuidado apenas com a versão Supercharger (um equivalente aos Gol e Parati 1.0 Turbo) pois esses motores de potência elevada costumam quebrar com mais facilidade. Como estão fora do mercado a mais de 10 anos eu não recomendaria a compra de um, até porque geralmente foram usados por pessoas que gostavam de acelerar e podem ter forçado a barra.

E assim chegamos aos 25 mil reais pagos por um modelo 2014 completo, passando pelos 15 a 17 mil pagos numa versão 2006 em bom estado e chegando aos 10 mil que se paga num modelo Street de 2000 a 2002. Os modelos 1996 a 1999 valem em torno de 7 mil reais e o último 1995 que eu achei à venda (praticamente em estado de 0km) estava sendo vendido à 5 mil. São muitas opções no mercado de usados, uma boa procura que considere pelos menos uns 4 a 5 carros é necessária. Carro honesto e justo para o dia a dia!


Como eu não sou qualquer um, eu curto mais o Fiestinha Street lá de 2000, na sequencia temos um sedan 2005 e por fim um 2012 do último modelo antes do lançamento do New. O popular ficou por ali. E pra fechar um pouco de Grand Funk Railroad!

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Guia do Usado - Renault Duster

Quase 10 anos depois da Ford revolucionar o mercado de SUVs compactos, a Renault lança mão de mais um produto da bem aceita plataforma Dacia, e mostra que há espaço para muita gente. Em um mercado que faz parte dos sonhos de muitos consumidores, é importante ter opções para todos os gostos e bolsos. Um desenho um pouco mais imponente, ainda assim com os traços típicos de um Renault, primeiro veio o jipinho e na sequência a versão pick up faz história. Vamos de Duster!


Eu lembro a primeira vez que vi um Duster na rua, foi em 2010, antes do lançamento oficial do carro. Como eu moro em Curitiba e a fábrica da Renault fica aqui perto, é comum vermos modelos em fase de adaptação por aqui, assim como acontece em Betim, com a Fiat. Oficialmente o jipinho da Renault está disponível ano/modelo 2012 no mercado. A tática era simples e certeira, brigar com o Ecosport, e assim se faz até hoje. Lembro bem de uma versão de entrada, com para-choques de plástico, rodas de ferro e pintura branca, só não sei para quem eles venderam aquilo.

Como já tratado por aqui, sabemos que Sandero e Logan são produtos vendidos na Europa pela variante romena da Renault, que se chama Dacia. Aqui no Brasil a plataforma faz um relativo sucesso desde que foi lançada em meados de 2008. E adivinhe só, o Duster nada mais é do que um Sandero que se transformou em Jipe. E não posso dizer que isso é mal negócio, pois o ótimo espaço interno, a altura (maior ainda), a boa dirigibilidade, entre outros, estão todos lá. Tudo bem que eu sempre fui fã de Renault e isso pode soar meio parcial, mas é o que eu acho.


Tive a oportunidade de dirigir um Duster, versão Dakar 2016, modelo top de linha com motor 1.6, em uma recente viagem à Bahia. Lógico que para quem está acostumado a dirigir carros simples e mais antigos, minha reação não poderia ser diferente, achei o carro fantástico. Pontos para o acerto de suspensão, motor bem calibrado (embora não estivesse amaciado), acabamento interno bem trabalhado e o piloto automático era um show à parte. Numa viagem média ele faria muita diferença.

O modelo, esteticamente falando, não teve mudanças de grande impacto desde o lançamento, apenas algumas adições de equipamentos foram efetuadas ao longo dos anos. É um modelo muito recente, são apenas 5 anos de mercado, só o que sabemos é que os motores 1.6 e 2.0 são velhos conhecidos que já passaram por Scenic, Megane, Fluence e até mesmo no bom e velho Clio. Eu só recomendaria atenção para motores com mais de 100.000 km, a essa altura o carro já vai exigir manutenção mais apurada e da pra achar com bem menos.


Talvez um dia eu venha a escrever sobre ela, mas o que a Renault não conseguiu com a Duster parece ter feito com a Oroch, uma inédita pick up derivada de SUV, com tamanho intermediário entre uma Fiat Strada e uma Ford Ranger. Numa disputa de meses pelo lançamento, já ganhou a companhia da Fiat Toro, na recém inaugurada categoria, mas dizem por aí que as duas não são tão parecidas assim. O fato é que a pick up da Renault é uma variação muito bem aceita do jipinho e o mercado agradece.

Vamos esquecer aquela versão básica que eu nunca vi no mercado de usados e vamos falar que uma Duster 2012 pode sim ser encontrada por 40 mil reais (em alguma louca promoção) numa versão completa como tem que ser. As mais novas vão subindo até os seus 60 ou 65 mil, quase preço de 0km. A Oroch mais barata que achei foi 55 mil, mas como ela foi lançada em 2016, é praticamente um 0 emplacado. Se você é o comprador da Ecosport acima de 2013, vale a pena dar uma olhada nesse modelo.


No ensaio, a "minha" Dakar 2016 na orla de Porto Seguro, uma Oroch 2016 e consegui achar uma foto da básica 2012. E sobre o vídeo, só o que da pra falar é que esse cara é um dos guitarristas mais fodas da história! Joe Satriani. E no mais, aquele abraço e muito obrigado!

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Guia do Usado - EcoSport

Esse eu assumo que sou fã desde o lançamento e estou sempre sondando. Tudo bem, algumas versões e anos nem são muito caras, mas quem me conhece sabe que eu dependo de vários fatores para decidir comprar um carro. Enfim, esse automóvel é um marco na história da Ford e do mercado brasileiro, pois ele praticamente popularizou (para não dizer criou) a categoria dos jipinhos urbanos. Antes as pessoas compravam off roads e andavam nas cidades, agora elas compram carros feitos para cidade que podem usar num terreno ruim de vez em quando. Esse é o mundo da Ecosport.


Quando eu digo que a Eco praticamente lançou uma categoria nova é porque antes de 2004 o que mais se aproximava de jipinho urbano eram os Suzuki Vitara e Samurai, além de alguns Daihatsu que nunca vemos, e os Pajerinhos. Mas esses carros são Jipes pequenos, enquanto que a Ecosport é basicamente um Fiesta com outra roupagem e suspensão reforçada. E não pense que isso é demérito, pois a Ford sentiu que as pessoas queriam andar de Jipe mas não saiam do asfalto, então a sacada fez um imenso sentido.

Sendo assim, o jipinho já começou muito bem, fez um tremendo sucesso e hoje em dia as primeiras versões ainda possuem um bom valor. Algum tempo depois da Eco, a VW lançou o CrossFox, que não é nenhuma revolução mas disputava compradores, assim como a Fiat já dispunha da sua bem aceita linha Adventure. Mas foi só quase 10 anos depois que a Eco, já na sua segunda geração, recebeu um concorrente de verdade no mercado, que é a Renault Duster, mas essa história é outra.


Uma remodelação básica de frente e traseira foi feita em 2008 para deixar o modelo mais atual, mas não foi nada radical. Em compensação em 2013 o modelo recebeu uma nova geração, aí as mudanças foram profundas tanto no design quanto no interior, uma pitada de pick ups da Ford americana fez com que o modelo começasse a brigar com outros de categorias maiores. Hoje em dia não está radicalmente diferente do lançado a três anos atrás, então os dessa época chamam atenção como novos.

Vamos falar um pouco sobre as versões e acessórios que devem ser procurados ou evitados. Primeiramente, nem todos sabem, mas houve uma versão com motor 1.0 disponível lá no início, versão que obviamente não era boa e por isso sumiu. Mas atenção, algumas delas ainda estão por aí e é preciso ter cuidado. Outra coisa que eu acho absurdo, a Ford lançou versões básicas sem vidros elétricos e sem ar condicionado, eu particularmente evitaria direto e quem me acompanha sabe os motivos.


Ainda nas versões, tanto as 1.6 como as 2.0 são bem vistas, cada uma com seus adicionais, seja de economia ou seja de potência. As versões 4x4 chamam atenção, são um diferencial, mas tendem a exigir um cuidado adicional com a manutenção. O mesmo vale para as versões automáticas, são válidas e até bem vistas no mercado de novos, mas um usado automático é sempre um mistério quando o assunto é peça e estado real de uso. Na dúvida, se você é rico compre uma nova, se for orçamento limitado escolha uma boa XLT completa 1.6 4x2 mesmo.

E assim chegamos aos preços, partindo de 20 mil reais, sim apenas 20 mil reais já da para encontrar um modelo 2004, mas atenção, nesse valor é preciso caçar muito para não cair num carro mal cuidado e com alta km. Os modelos até 2007 não costumam passar muito de 25 mil. Na casa dos 30 a 35 mil você vai encontrar ótimos modelos com a reestilização de 2008 a 2012, sempre nas versões completas. E a última acima de 2013 parte dos 40 mil. Escolha quanto quer gastar e seja feliz!


Os destaques do ensaio são das versões XLT de 2004, uma Freestyle de 2010 e uma 2013 já da segunda geração. E no vídeo, uma das minhas versões preferidas de Emmerson Nogueira.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Guia do Usado - Fiat Stilo

A publicação de hoje é para fechar a série de hatch médios, e ainda que eu não tenha abordado alguns automóveis, creio ter citado os mais importantes. Mas antes então vamos lembrar aqueles que não serão, pelo menos nesse momento, tratados aqui. Deixei de fora basicamente dois modelos que costumam ser vistos com alguma frequência nas ruas, são eles o Peugeot 307 e o Citroen C4. Os motivos não é o foco explicar, então apenas fica registrado. Mas hoje o dia é do Fiat Stilo.


O Stilo pode ser considerado o modelo médio/grande de maior sucesso da Fiat desde sua chegada ao Brasil. A marca italiana sempre fez bons carros pequenos e populares, mas se o passado serve de exemplo, a história nos conta que Tempra, Tipo, Marea, Brava e mais recentemente, Bravo e Linea, não são dos mais procurados. Já o hatch lançado em 2003 e descontinuado em 2011 fez um relativo sucesso e hoje é um dos mais procurados no mercado de usados por quem quer um carro de presença e status.

Ao longo dos seus menos 10 anos de produção, o carro que substituiu o pouco significativo Brava, teve apenas uma mudança sutil de grade, para-choques e lanternas lá por 2008. Para os menos atenciosos, assim como a grande maioria dos facelifts, são quase imperceptíveis. A Fiat sempre teve fama de colocar alguns acessórios que chamam bastante atenção, e com o Stilo não foi diferente, foi ele que teve a missão de estrear no mercado o famoso teto solar Sky Window. Digamos que ele faz o teto solar comum parecer um furinho na lataria dos pobres mortais.


A história do Stilo, apesar de curta em comparação com outros carros tratados aqui, é recheada de versões apimentadas, como a Michael Schumacher, Black Motion e uma das mais comuns (por ser uma das preferidas) a Sporting. Como sempre friso por aqui, carros de categoria superior precisam necessariamente ser completos, então nem chegue perto de versões sem ar condicionado. As mais básicas (mais baratas) de 2004 e 2005 até podem vir sem as rodas de liga leve.

Ao meu ver o problema do Stilo é apenas o estigma de carro caro da Fiat, mesmo que ele seja superior em qualidade se comparado aos seus irmãos citados aqui, ele ainda assim carrega o peso da marca. Ou seja, normalmente um Stilo é mais desvalorizado do que um Golf ou Astra de mesmo ano. O que também pode ser um bom negócio, visto que a pequena parcela da dificuldade de revenda pode lhe trazer um carro em ótimo estado a um preço bem interessante.


Eu diria que os primeiros modelos, de 2004 a 2007, são carros mais sóbrios que podem servir bem à pessoas que buscam um pouco mais de classe, conforto e sofisticação mais voltados para o interior. Já se o seu negócio é chamar atenção, opte por um Sporting 2008 e acima, preferencialmente nas cores vermelho ou amarelo. Alguém vai dar risada quando ler isso, mas acredito que irá concordar que o carro se destaca no meio da multidão.

Já encontrei modelos 2004 a partir de 12 ou 13 mil. Penso que um bom carro, sem exageros, mas em dia, deve custar em torno de 15 a 16 mil. Nos modelos 2008 pra cima, dependendo da versão, vão custar na casa de 20 a 22 mil reais. Já os modelos mais novos e mais sofisticados ainda vai se pagar até perto dos 30 mil. Hoje o Stilo é um dos carros mais acessíveis desse mercado de hatchs, e não por isso é uma opção que se deva ir com pé atrás. É um belo carro e o nível de confiabilidade é extremamente aceitável.


Destacando então os modelos Sporting 2009, 1.8 de 2004 e um última série de 2011. Abraços!

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Guia do Antigo - Kadett

Não chego a fugir muito da categoria que venho falando nas últimas semanas, esse carro certamente pertence a ela, só faz parte da geração anterior. Nos anos 1990 ele era um inegável sucesso e símbolo de status, mas ainda assim guardamos ressalvas com relação aos famosos hatch médios, pois ele certamente concorria com o Gol Quadrado e o Escort Europeu, mas não chegava a fazer sombra em presença para o Golf importado. Eram outros tempos, mas a emoção era a mesma. Com vocês, o Kadett!


Lançado no Brasil em 1988/89, oriundo da Opel alemã, o hatch era uma alternativa menor ao Monza, uma vez que a versão compacta deste havia sido descontinuada, e também uma opção mais tecnológica e moderna ao velho Chevette. Aliás, o Chevette nacional nada mais é do que o Kadett alemão dos anos 1970. Ou seja, a GM poderia ter lançado o "novo chevette", mas como aqui a indústria gosta de recauchutar e deixar em produção, eles lançaram mais um carro. Teve uma reestilização em 1996, aqueles retoques na frente e traseira para dar um ânimo no mercado.

O Kadett veio acompanhado de uma das peruas que eu considero entre as melhores daquela década, a Ipanema era maior e melhor do que as rivais em muitos aspectos. Da Parati ela ganhava porque tinha 4 portas e da Elba porque era bonita. Lógico que a perua da Volks não perdeu seu trono, mas teve que conviver com uma pedra bem preparada no sapato. O problema da Ipanema é que, por motivos que só o mercado sabe, ela não virou clássica. Hoje em dia além de ser difícil acha-la, normalmente estão em péssimo estado.


Já para o lado do Kadett a coisa foi diferente, cheio de boas versões, até mesmo as básicas podem servir como ótimo tapa buracos. Digo dessa forma porque o Kadett não é nenhum carro de colecionador, mas quem tem um pode colecionar grandes histórias de prazer ao dirigir. Partindo então das SL, normalmente peladas, passando pelas SL/E, entre muitas outras, da pra encontrar carros com painel digital, ar condicionado, vidros, travas e direção. Sempre com motores fortes, só se acha no 1.8 ou 2.0. Com muito destaque para o MPFi de 1996 em diante.

Ele foi produzido até 1998, quando então deu lugar ao Astra nacional, mas o Kadett tem um estilo inconfundível. Somente 2 portas em toda a sua história, era um carro destinado ao espírito esportivo, e por ser pequeno e ágil, era um carro à mão e para quem gosta de pisar no acelerador. Por dentro, todo o conforto e sofisticação do Monza, o todo poderoso da época. Manutenção fica tudo sob controle, famosos por não dar problema, os GM só precisam ser comprados com cuidado, mas estando em bom estado não há com o que se preocupar.


Houve sim uma versão Sport de final de linha, mas o Kadett que merece mesmo destaque é o famoso GSi, como já disse aqui ele é o equivalente ao GTi e ao XR3, só que eu o considero mais equilibrado e mais confortável. A versão conversível, essa sim, clássico dos clássicos, não tem preço hoje no mercado. Mas mesmo o GSi "fechado" já é diversão garantida, completão, com direito ao Teto Solar (quem me conhece sabe o quanto eu gosto desse acessório) é uma grande pedida para quem quer um clássico mais acessível.

O Kadett é comumente encontrado em mal estado e em lojas de periferia, então uma boa procura é fundamental. Da para encontrar um carro em excelente estado na casa dos 8 mil, quem sabe um Sport 1997. Já para os GSi (frente antiga) partimos dos 10 mil em carros que já da pra ir nos encontros sem dar vergonha. Sinceramente, o último conversível que achei à venda estava pra lá de 20 mil. O Kadett é um clássico, muitos não o veem assim, mas ele merece destaque no cenário automotivo.


E as estrelas de hoje são, um modelo GSi conversível de 1992, um Sport 1998 de última série e um SL/E de 1989. E já que é Dia Mundial do Rock, nada mais adequado e que dispensa apresentações. Aquele abraço!

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Guia do Usado - GM Astra

O hatch de hoje, por sua vez, foi substituto de outro clássico nacional dos anos 1990, ele é o herdeiro do trono do Kadett. Já estamos há duas semanas falando dos hatch médios do mercado de usados, lembrando que a diferenciação foi ficando evidente mais pro final da década de 1990, pois até então os hatch e populares eram muito parecidos. O Tipo tinha quase o mesmo tamanho de um Gol quadrado, o Escort, embora fosse um bom carro, não podia ser comparado a um Golf. E o de hoje é uma estrela da GM, é o Astra!


Pouca gente sabe ou lembra, mas o Astra conviveu com o Kadett, sendo inclusive a alternativa de 4 portas a ele. Entre 1994 e 1997 ele foi importado da Europa e trouxe ainda a sua versão SW. Hoje em dia uma verdadeira raridade, mas também um mico, a perua era um misto de Ipanema no tamanho e Vectra de primeira geração no desenho. Aliás, o primeiro Astra era bem na linha do Vectra vendido aqui entre 1993 e 1996. Era um hatch com motor 2.0, muito conforto e todos os acessórios de um bom carro. Vendeu pouco e hoje em dia quase ninguém se lembra dele.

Feita essa primeira introdução, vamos nos lembrar do Astra nacional, lançado em 1998, junto com o Golf estava inaugurando um novo e moderno mercado. Antes desses dois os hatchs eram apenas carros pequenos com motores grandes e bons equipamentos. Acompanhado do sedan, o Astra alcançou um ótimo número de vendas e fãs nessa sua primeira geração brasileira. Na realidade o Astra sempre foi o mesmo no Brasil, só teve um facelift em 2003 e seguiu firme até sua despedida. Uma curiosidade é que entre 1998 e 2002 o Astra hatch só pode ser encontrado com 2 portas.


Em 2003 a GM deu uma repaginada no visual do Astra e lançou a versão com 4 portas para o hatch, que mesmo assim ainda estava disponível só com duas, mas essa versão se limitou às básicas. Uma falha, ao meu ver, no projeto do carro para o mercado, era a disponibilização de versões simples, sem ar condicionado, com o motor 1.8. Um carro desse nível não deve ficar devendo esses acessórios e certamente quem optou por essa versão amarga uma desvalorização razoável e certa dificuldade na revenda.

O Astra se despediu do mercado sem a chance de termos as versões mais novas da Europa. Em 2012 a GM decidiu finalizar suas vendas por aqui, já que o Vectra GT já havia abocanhado boa parte delas e o substituto da linha, o Cruze, também vinha com um hatch para brigar com os agora modernos Golf e Focus. Outra curiosidade é que o Vectra 2006 é a nacionalização do Astra europeu. Ou seja, o Vectra GT que tomou o lugar nas garagens de gente que gostava de Astra, era na verdade, o Astra!


Aqui é interessante destacar três versões famosas dos Astra que tivemos por aqui, primeiramente a Sport, que vinha com discretos adesivos e era a versão mais top do primeiro nacional, depois a versão GSi, os carros da Chevrolet com essa terminação são os equivalentes aos GTi da Volks, são esportivos um pouco além das aparências. Por fim a GM resolveu fazer uso de letras ainda mais poderosas, existem versões SS do Astra, mas nesse caso não é nada significativo como os Opala ou para os mais novos o Camaro. O Teto Solar é indispensável se o Astra for de uma dessas castas.

Enfim, hoje em dia mesmo os Astra mais novos não passam muito dos 30 ou 35 mil reais, e talvez nem valha tanto a pena comprar esses modelos acima de 2010, pois os carros não possuem nenhum atrativo perante os mais velhos. Um bom Astra entre 2003 e 2008 vai sair na faixa dos 25 mil. Um modelo entre 1998 e 2002 pode ser encontrado na casa dos 15 mil em estado aceitável. Já os primeiros não passam dos 8 mil. Para esse último público o próprio Kadett é mais indicado. Não embarque em carros baratos demais, pois certamente eles terão algo a esconder.


O ensaio dessa edição ficou a cargo do Astra modelo GSi de 2005, uma Perua 1995 e um Sport ano 2000. E no vídeo vai uma clássica do miolo dos anos 1990. Aquele abraço e muito obrigado!

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Guia do Usado - Vw Golf

Ainda na batida dos hatch médios, carros com vocação esportiva, agilidade, presença nas ruas e um bom espaço interno, damos continuidade à categoria falando de um modelo bem conhecido dos brasileiros. Ele é o irmão viciado em academia do pequeno Gol, meio ovelha desgarrada que não consegue constituir família, já teve sedan e hoje em dia tem uma perua pra acompanhar. Hoje ele é um dos carros-chefe da Volks e com certeza um dos mais evoluídos tecnologicamente. Ele é o Golf!


Lançado no Brasil em 1994, ainda na versão importada, o Golf sempre teve aura de carro top de linha, tanto que na época ele dividia espaço nas lojas com o Pointer, que era um ótimo carro, mas nunca os dois poderiam ser considerados rivais. O Golf era um importado alemão (ou mexicano) que trazia o que havia de mais avançado em tecnologia na época, enquanto o Pointer era um misto de peças Ford-Vw lá dos tempos de Autolatina. As versões da época eram GL, mais simples de motor 1.8, GLX, completa 2.0 e a famosa GTi que dispensa comentários.

Em 1998 foi lançado o Golf Sapão, geração que tivemos junto com a Europa, o carro veio ainda mais poderoso, tecnológico e bonito. Inaugurou inclusive a linha de montagem da Vw no Paraná, onde dividiu plataforma com o Audi A3, outro hatch que fazia o pessoal babar no fim dos anos 1990. O lançamento com o ótimo motor 1.6 SR foi uma tacada de gênio para melhorar as vendas, afinal de contas todo mundo gostava do Golf mas nem todos queriam ou precisavam de um 2.0.


O Golf nacional acabou ficando defasado em relação ao europeu, pelo simples motivo que aqui o carro vendia bem e a matriz resolveu não investir muito. Entre 1998 e 2006 ele foi igual e em 2007 ganhou uma reestilização que levou o modelo até 2014. Somente em 2015 a Vw trouxe a próxima geração que hoje usa motores 1.4 turbo e são verdadeiros mitos entre os automóveis atualmente à venda. Tanto que a versão GTi do Novo Golf é vendida em torno de absurdos 100 mil reais!

O Golf mais popular que temos entre os usados é o tal do Sapão mesmo, motores confiáveis, interior (segundo um amigo meu) pobre demais, e design agradável em todos os modelos. Apenas tome cuidado com o custo do seguro e ainda mais com onde estaciona. O Golf sempre teve fama de carrão e sempre chamou atenção de mais do que apenas boas pessoas. É um carro visado. Tanto o 1.6 quanto o 2.0 foram recebendo melhorias ao longo do tempo e a manutenção é na média de carros mais sofisticados, quer pagar barato compre o Gol mesmo.


Os GTi sempre foram e sempre serão os mais famosos, mas ali perto de 2010, um pouco mais um pouco menos, uma versão muito procurada era a Sportiline. Um bom teto solar e bancos de couro dão aquele ar especial nos carros, se estiverem muito bonitos. Há uma infinidade de Golf por aí que passaram pela mão de gente que gosta de aparecer, seja pelo tamanho da roda ou seja pelas besteiras que comete ao volante. Então a dica certeira na hora de procurar um é quanto mais original melhor!

Se os acima de 2015 não são encontrados por menos de 70 mil, um Golf de 2007 até 2014 ainda é bem valorizado, coisa de mais de 30 mil reais e aqui a procura é grande, pois nessa época ele não vendia tão bem. A geração de 1998 até 2006 é vendida na casa dos 20 mil reais, alguns até mais baratos, mas requerem atenção e outros bem mais caros que requerem exclusão. Se você gosta muito de Golf mas tem o orçamento bem mais limitado, a opção é procurar um 1994 a 1997, que pode ser encontrado por 10 mil em bom estado. Cada um tem seu público, mas todos são Golf!


O ensaio contempla os modelos GTi de 1995 e 2002 e o Sportline de 2010. E no vídeo, um pouco de Korn de um jeito diferente!