sexta-feira, 20 de junho de 2014

Arrogância x Ignorância!

Depois de mais um período de maré mansa eu estou voltando a escrever para falar sobre vocês! Não vocês meus leitores de longos anos de Rápidas, mas vocês estúpidos que se acham melhores que os outros e acham que sua opinião deve ser respeitada mais do que a verdade suprema. Vocês que raramente, ou nunca, leram o Rápidas e que no fim das contas não são meu público alvo. Mas vamos lá!


Em primeiro lugar, amigos, não havia, não há e não haverá nada a se fazer contra a Copa, quem bateu o pé dizendo que era contra que me desculpe, mas desde o início dos tempos a coisa já estava certa. E não é que eu ache que o Brasil não precisa de escolas, hospitais e afins. É que eu sei que o Brasil tem dinheiro pra tudo isso e mais a Copa. Então por que não faz o resto? Por causa da corrupção! Nossa, que novidade! Não, não é mesmo, mas é a verdade.

E só pra você saber, eu fui atrás da informação sim, e descobri que na última Copa a coisa foi exatamente igual. E na anterior, apesar de mais comedida, também! Seja Copa ou Olimpíadas, há sempre quem se sinta "prejudicado" e saia nas ruas para protestar. Muito bem, é direito de vocês, quem sabe com a mídia do evento aja alguma chance de pegar carona e ter, pelo menos, sua causa mais ouvida. Seja feliz se assim conseguir, estou torcendo pra você! Mas infelizmente algumas pessoas são movidas pelo sentimento de "coitadismo". Se solucionarem seus problemas elas morrem!


Agora falar em protestar e queimar lixo nas esquinas, queimar pneus, pichar ônibus e dar voadora em porta de agência bancária? Além de atitudes de vandalismo que devem ser contidas com extremo rigor pelas autoridades, ainda é atitude digna de piás de merda! Um bando de adolescentes ignorantes que têm entre 16 e 17 anos, que se aproveitam da sua menor idade achando que podem fazer. Molecada que não sabe o que é política, molecada que nasceu de 97 pra cá e não conhece a história do próprio país! Qualquer um que tenha passado pela ditadura, pelos anos 1980, pela super inflação, por Collor, seja de direita ou esquerda, seja PT ou PSDB, não importa a ideologia política, qualquer um mais velho ao ver essa molecada "protestando" tem a vontade de dar um belo de um cala boca nessas crianças que não sabem o que estão fazendo ali!

Foda-se se você vai votar na Dilma ou no Aécio, ou quem sabe até no Campos, não me interessa o que você acha que sabe ou não, eu sei em quem eu vou votar e vamos esperar pra ver. Não se trata de uma briga entre modos de pensar, se trata de uma reprovação a vocês idiotas, vocês que acham que sabem mas não têm a mínima noção do que pode ser necessidade, exclusão ou dificuldade.

E digo mais, 70% das situações são provocadas pelas suas próprias decisões! Não me venha botar a culpa nos outros, e não interessa em quem, quando a sua vida depende apenas e unicamente de você! Ao invés de postar Fora isso ou aquilo, ao invés de dizer que não vi ter Copa, por que você não vai trabalhar? Eu não concordo com a desmoralização do ensino superior no nosso país, mas tenho que admitir que só fica sem estudar quem quer.


E quem quer, meu amigo, vai à luta, estuda, se dedica, se esforça de verdade e consegue! Pode não conseguir ser rei num mundo onde já não está fácil garantir seu pão. Mas que consegue o seu espaço, isso consegue!

Eu sei que 90% dos meus leitores estão no outro grupo. No de pessoas que sabem o que querem, fazem o que precisam e também são contra os arrogantes e ignorantes, mas se você conhece alguém que deveria ler isso, compartilha aí!

Valeu galera.

E no vídeo da semana, a reedição de um clássico dos Engenheiros, mas que sempre merece ser lembrado, que faz todo sentido quando você descobre quem no dia a dia há tanta gente burra te cercando. Às vezes eu que me sinto o otário...


As fotos são só para descontrair, para dar um pouco de beleza e dar a certeza de que eu não preciso ter pra me sentir bem, um bom entusiasta sabe o que significa! Posso andar de Fusca, mas meu espírito se sentirá dirigindo uma Ferrari! E digo mais, qualquer dia desses, quando eu pilotar uma dessas, sei que nunca esquecerei do meu Fusca.

Abraços!

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Como usar bem um Banco!

A inspiração é algo tão relativo. Havia um tempo em que ela estava presente o tempo todo, então bastava escolher o assunto e digitar. Hoje em dia ela precisa vir no momento em que eu posso escrever, mas de qualquer forma, a gente mantém do jeito que dá. E o assunto de hoje é uma série de dicas sobre como utilizar bem um banco e seus diversos produtos.


Conta corrente, conta salário, conta poupança. Antigamente até houve um tempo em que era tudo diferente, mas hoje em dia é a mesma coisa. Você só lembra que tem quando alguma dá problema. Se você trabalha e recebe em algum banco, você tem uma conta salário; se você tem uma sobra e quer poupar, você pode ativar sua conta poupança a qualquer momento e não há custo nenhum pra isso. E a conta corrente é aquela em que você faz compras no débito e faz os saques quando precisa. A questão é que as três são vinculadas e você nem precisa se preocupar.

Limite de cheque especial. O limite da conta é um empréstimo, por mais que você não ache isso, é sim! É um dinheiro que fica ali aguardando o fim do mês, quando você precisa de um extra, aí ele vai lá e te salva. Mas cobra bem caro por isso. O problema é que tem gente que acha que ganhou um aumento quando o vê na conta, e gasta desde o dia que recebeu o salário, aí a brincadeira é bem mais cara do que parece.

Aumentar o limite do cartão de crédito não significa que você ganha mais! Tem gente que se revolta porque o seu limite de compras no crédito é baixo, mas vamos pensar um pouco, se o limite é baixo tem um motivo não? Banco gosta de emprestar, há menos que ele saiba que não vai receber. Se o seu limite é baixo é porque o banco sabe que você não tem tantas condições de pagar. E lembre-se, pagou uma vez o mínimo do cartão é um convite a entrar numa bola de neve.


Cheque pré-datado não existe! Essa é velha, mas vale a pena relembrar, o cheque é uma ordem de pagamento à vista, foi invenção da nossa criativa economia essa história de "bom para". Se fosse bom não descontava, cheque pode ser depositado a qualquer momento e descontado a qualquer hora, basta estar preenchido na mão de alguém. Portanto, deu um cheque é igual a pagou em dinheiro, não importa o que foi combinado.

Empréstimo é para emergências! Eu juro, eu vi, ninguém me disse, pessoas emprestando dinheiro para deixar a poupança! Sim, pessoas sem muita instrução acham que o banco está lhe dando dinheiro e que isso deve ser aproveitado. Pois bem, a não ser que você já esteja ferrado, o banco sempre irá querer lhe dar dinheiro. Ou seja, se um dia você precisar mesmo, procure as instituições e escolha onde o juro for menor. E isso vale para o limite do cheque especial, nunca o use para "investir" em poupança ou fundos. Um dinheiro que não é seu, não é seu!


Bom, acho que deu para se ter uma ideia, espero que essas dicas simples e objetivas ajudem alguém a pensar mais antes de achar que o banco é bonzinho demais ou que devem temê-lo. Banco é só uma empresa que vende dinheiro, assim como um posto vende combustíveis. Há uma lojinha no posto que vende um monte de coisas. No banco há um monte de produtos extras, mas o lucro vêm mesmo é do dinheiro.

E o vídeo de hoje é uma das poucas reuniões póstumas do Led Zeppelin, a melhor banda de Rock de toda a história!


O ensaio é uma homenagem ao 13º Mestang Meeting, encontro anual de Mustangs. Este ano o evendo celebrou os 50 anos de produção do clássico! E mais fotos para fechar! Abraços e muito obrigado!






sexta-feira, 25 de abril de 2014

Aquele sobre dinheiro, imprudência e informações.

Pois é galera, eu admito que ando meio afastado do blog ultimamente, do que eram quase religiosos posts semanais, acabaram se tornando eventuais posts mensais. Mas isso tudo tem um porquê, afinal de contas tudo tem uma explicação. Nos últimos meses passei por muitas mudanças de rotina, de emprego, de horários, de ritmo de vida, e com essas mudanças surgem também as priorizações, em decorrência disso me sobra menos tempo e inspiração. E falando em inspiração, a nossa vida é assim, feita de ciclos, também não adianta inventar assuntos que não são interessantes só para manter os acessos. Eu acredito que o Rápidas em um conteúdo permanente muito vasto, capaz de interessar a muitas pessoas que ainda não o conhecem. Mas hoje é dia de post novo mesmo, então vamos lá!


A primeira parte do escrito de hoje se dedica a uma experiência real que estou vivenciando, referente às diferenças e igualdades comportamentais de ambientes onde, as pessoas tem grandes diferenças salariais, dos que as pessoas tem pouca ou quase nenhuma diferença. Em primeiro lugar, é importante lembrar que aparência nunca serviu pra provar nada. Não importa a empresa, os cargos, os níveis, sempre haverão pessoas endividadas que fazem de tudo para aparecer perante os outros. Principalmente quando o assunto é carro, pois o carro é um dos maiores, e mais fáceis de exibir, símbolos de status da atualidade.

Mas falemos das diferenças de ambientes então. O que eu pude perceber nos últimos tempos é que, nos ambientes em que há grandes diferenças salariais, as pessoas que ganham um pouco mais estão sempre querendo exibir esse status extra para os demais, ainda mais quando essas diferenças são conhecidas. Seja na compra de um carro novo, no simples falar em rodinhas de amigos ou ainda em posts do nosso querido facebook, quem ganha mais gosta de aparecer, perante quem ganha menos, no entanto, se cala ou ainda reclama, diante de quem ganha mais.


Já nos lugares onde a maioria ganha a mesma coisa, também se vê pessoas que ostentam mais, no entanto essa tem um tom de manifestação bem mais baixo, pois sabem que, na teoria, os seus semelhantes também poderiam adquirir tal carro ou bens. E aí é tudo uma questão de escolhas. Mas a grande questão ainda é, que em ambientes onde os salários são parecidos, acredito que por conveniência, todos reclamam muito mais da falta de dinheiro. O vale sempre acaba antes, o salário nunca dura o mês todo, as pessoas estão sempre devendo alguma coisa. Mas no fim das contas eu pude avaliar que os lugares onde há menor diferenças salariais são sempre melhores para se trabalhar.

O segundo tópico, de maneira bem rápida, é sobre a imprudência nas estradas, e se me perguntar o que isso tem a ver com economia eu direi que muito. Pensemos que com cada acidente de trânsito vêm junto os prejuízos em bens materiais, custos para a economia e para os sistemas de saúde e infra-estrutura das estradas. Se formos falar só em termos monetários, a conta já é alta o bastante e devemos nos preocupar. Agora vamos analisar pequenos acidentes, por causa de um único idiota que não observa a distância segura do carro da frente, todos os outros motoristas são obrigados a arcar com o stress de ficar parado numa fila de congestionamento provocado por um engavetamento. Agora vamos mais além, e falar dos acidentes graves. As estatísticas mostram que a grande maioria dos acidentes está ligado à excesso de velocidade e manobras arriscadas. Aí eu me pergunto, por que? Simplesmente porque os motoristas ainda não conseguiram enfiar nas suas cabeças de que estrada não é lugar de brincadeira e que há um risco de morrer dirigindo! Simples assim! Portanto, da próxima vez que for para a estrada, pense nas vidas, não só no relógio ou no carro.


E para terminar, eu queria dizer que hoje em dia há uma ampla base de informações disponíveis para quem quiser acessar. A diferença entre o bem informado e o que sabe de tudo e não entende nada, está na forma como você trata a informação. Segregue, escolha, defina um tempo para cada assunto e para cada ação. Se for ler, leia, com atenção. Se for jogar, jogue, para relaxar. Se for conversar, converse, não apenas responda automaticamente o que alguém lhe escreveu.

Eu acho que é isso pessoal, espero que tenham gostado. Quem não gostou também pode se manifestar, e até a próxima!


As imagens da semana são só a velha sequência de carros na faixa dos 10 a 15 mil reais que, na minha opinião, resolvem qualquer parada!

E o vídeo é a versão Skid Row de um clássico de um dos maiores nomes do rock. Homenageando Hendrix, Little Wing!

Abraços!

sexta-feira, 21 de março de 2014

Seguro, eu pago pra não usar!

Será que você que era novo demais ou antigamente não se falava tanto em seguro? O mercado de seguros é um mercado em forte crescimento no Brasil, tanto os seguros para pessoas físicas quanto os seguros de empresas. E não é pra menos, com a crescente onda de criminalidade, aliado a melhor no padrão de vida das famílias, proteger o seu patrimônio passou a contar bastante.


Entre os grandes campeões de contratação estão o seguro automotivo, afinal de contas quem quer deixar a mercê a sua caranga novinha? Mas ainda assim o mercado está crescendo muito para o seguro residencial e o seguro de vida.

Por mais incrível que pareça, o seguro de carro ainda é de longe o mais caro dos três. Sim, um carro de 30 mil tem seu seguro em torno de 2 a 3 mil reais por ano, enquanto que uma residência de 300 mil fica em torno de 500 reais. Já o seguro de vida vai variar de acordo com idade, profissão e valor da apólice.


É fato que antigamente não falava-se tanto em seguro, assim como não eram tantos os casos de assaltos a casas, não se compravam tantos carros novos e o seguro de vida na verdade foi um filão que foi achando espaço entre as outras modalidades, baseado no fato de que a pessoa protege o carro, a casa, então porquê não deixar alguma garantia aos familiares em casa de eventualidade.

O aumento de contratações vêm ainda alinhado a um mercado totalmente novo, o de serviços e assistências vinculados ao seguro. Desde uma troca de pneus, pane seca, bateria, até encanador e eletricista para sua casa. Hoje em dias os bons seguros dão junto uma série de benefícios que a pessoa que sabe usar verá que no fim de um ano valeu a pena ter contratado, ainda que, graças a Deus, não tenha precisado do tal seguro mesmo.


Na verdade o post de hoje é simples e rápido seguindo um novo formato que estou adotando, escrevo somente quando dá e o quanto dá, para ser rápido como o nosso nome e simples como a essência do negócio.

Pra fechar vamos com uma série de dicas para ajudar o seu dia a dia. Tudo coisa muito óbvia mas que esquecemos ao longo do tempo.

- Só prometa o que puder cumprir e cumpra o que prometer.
- Fale a verdade, sempre.
- Respeite e cumpra prazos e horários.
- Ouça as pessoas com o sentimento de escutar, dedique sua atenção.
- Olhe nos olhos.
- Seja calmo e paciente (essa é pra mim!), a ansiedade é um dos grandes maus da atualidade.
- Não seja arrogante, ajudar aos outros é muito melhor do que se sentir superior.
- E por fim, sorria, construa bons momentos todos os dias!

O vídeo da semana é da banda Slade, só pra curtir um pouco de rock das antiga e pouco conhecido!


E pra quem prestou atenção, o ensaio da semana homenageia uma marca espanhola de automóveis que pertence ao grupo Volkswagen. Quem for esperto já sabe o motivo!

Abraços galera, até mais!

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

À Espera do Saber...

Esperar e Saber são muito mais do que simples palavras, basta uma breve reflexão para perceber que nossa vida está ligada a estas filosofias, não importa o momento, estamos sempre esperando uma novidade, queremos sempre saber o que fazer. 


Esperamos um dia, um fim de semana, um feriado, uma viagem, uma festa, uma trava cair, um passo, uma palavra. Queremos saber como falar melhor, como se estressar menos, como vender, como comprar, como ensinar, como aprender. Uma grande parte do que esperamos até hoje já chegou. O carro, a casa, o casamento, o avião, a cachoeira, o filho, o concurso. Muitas coisas que queríamos nós já sabemos. A economia, o mercado (pelo menos alguns deles), o que fazer nas mais diversas situações que só o tempo e a experiência te ensinou.

Mas e de tudo que esperamos e ainda não recebemos, há um por que? Não é pra você, não é a hora, é melhor assim, seria pior se tivesse dado certo. Entre o certo e o errado há uma linha chamada percepção. Roubar é errado e isso é fato. Escolher o caminho errado é errado? Não depende de mim ou de você, depende do que tudo isso quer dizer. Pode ser que você encontre um lar, assim como pode ser que encontre o abismo, só depende do que você quer arriscar. Você é aquilo que você pensa, mas você ainda assim é aquilo que você tem. E não falo só de bens, você é aquilo que mostra ser, mas não falo do status. Você é aquilo que construiu. Um blog, uma imagem, uma série de textos que foram lidos por milhares de pessoas, das quais uma pequena minoria lhe conhecia.


E se sabemos o que somos, o que temos e o que significamos. Sabemos agradecer? Parece que em muitos momentos queremos esperar algo maior, do que enxergar que temos o que precisamos aqui e agora, não para ser o melhor, mas para o que devemos ser. Saber olhar pra trás e ver que cada passo dado não foi em vão. Que cada acidente teve um significado, por mais que este você não entenda até hoje. E talvez nunca venha a entender. Às vezes queríamos ser melhor na arte de discutir, em alguns momentos queríamos até ser bons de briga. Mas pra que?

Quanto mais o vejo crescer, mais eu percebo que foda-se a sociedade do parecer. Quis ajudar e ajudei, quis ensinar e ensinei, agora só tenho um aluno e é nele que eu vou me ver! É engraçado chegar nesse estágio, um status em que você esquece de tudo, larga a mão de algumas rotinas, exceto a dele, é claro. Enfim, daqueles momentos que esperamos, alguns mudam a nossa vida para sempre. E nunca vamos parar de aprender.


E assim a vida segue, vou fazendo o que importa na vida que escolhi, vou esperando a próxima inspiração, que agora não vem toda semana. Aos poucos vou descobrindo novos saberes, vou sabendo o que fazer, mesmo sem ter que postar, sem ter que aparecer.

Para os que gostam de prestar atenção, pode até não parecer, mas eu gosto de imagens e vídeos que façam sentido com o post. Explicando o ensaio, começando no Retiro dos Padres em Bombinhas-SC, seguindo até Puerto Igassu, Argentina (sim, de Uno!), e fechando em Prudentópolis-PR, a terra das cachoeiras gigantes. E para o vídeo, um pouco de rock nacional, Barão Vermelho!


Obrigado. Até a próxima!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Os impostos e seus descontos.

IPVA e IPTU, os grandes vilões do orçamento nos primeiros meses do ano. Eles chegam quietos em sua caixa de correio, oferecendo duas vantagens distintas, um descontinho no pagamento à vista ou então a opção de parcelamento. Claro que como economista eu vou sempre dizer que a melhor opção é o pagamento à vista. Mas quando não se tem essa quantia, vale a pena emprestar? Sim, pois mais absurdo que pareça, algumas pessoas pensam assim, por diversos motivos, será que algum está certo? Vamos descobrir.


O período compreendido entre dezembro e janeiro é sempre complicado para o bolso, o que começa com as festas de natal e ano novo, termina com os impostos anuais ligados ao dois bens mais importantes da vida de muita gente, o seu carro e sua casa. As alíquotas variam de estado para estado e cidade para cidade. Você já percebeu que todos os carros da Localiza são de MG? Sim, pois as taxas desse estado são as menores e quem está falando de pagar 50 ou mais ipvas no início de ano, isso faz diferença. Mas nós, pobres mortais, não temos como emplacar nosso carro em Minas, muito menos mudar o endereço de nosso imóvel para uma cidade onde o pitu é mais em conta, então temos que pagar.

Os descontos também variam, aqui no Paraná o desconto é de 15% para os imóveis e 5% para os automóveis. O desconto é muito baixo para os carros? É sim, mas se você deixar o valor aplicado enquanto paga parcelado você não irá obter os 5% em rendimentos, ou seja, a melhor opção é pagar à vista.

E quanto ao empréstimo? Bom, aí está um assunto muito delicado. A única alternativa em que contrair um empréstimo para pagar os impostos é válida é se a pessoa estiver totalmente comprometida financeiramente e precisar de mais dinheiro. Ainda assim o juro do empréstimo vai ser maior? Vai, com certeza! Mas digamos que a pessoa precise de dinheiro para pagar ainda as festas de no novo, os impostos e o material escolar do filho. É mais justo que ela pegue um empréstimo e pague essas coisas, todas juntas, ficando com uma única conta.


Se você acha que o que eu estou falando não faz tanto sentido, vamos acompanhar o que acontece na maioria dos lares. O cidadão está endividado com o ano novo, pagando parcelas altas de cartão de crédito, aí num belo mês ele decide pagar o mínimo do cartão porque tem que pagar a primeira parcela do ipva e do iptu. Pronto, um mês de juros do cartão de crédito já é muito maior do que o juro daquele empréstimo. E digo mais, se o ser vivo pegar um dinheiro emprestado e pagar seus impostos parcelados ele irá pegar a mesma quantia e torrar com alguma besteira. Simplesmente porque o brasileiro é burro e não sabe viver com dinheiro no bolso.

Ter dinheiro na mão é sinônimo de ter que gastar, é a nossa cultura, não de hoje, não de 10 anos para cá, mas desde que nosso país era assolado por uma onda das proporções de um tsunami de inflação. Há pouco menos de 30 anos atrás o dinheiro não valia quase nada, e as pessoas precisavam receber seu salário e correr aos supermercados para fazer um grande compra. E a compra mensal é só um dos hábitos, que alguns já abandonaram, mas que muitos ainda adotam.

Mas enfim, qual é o correto então? Pagar à vista ou parcelar? De novo, como economista eu vou sempre defender que a dívida não pode ser uma coisa boa. E a solução clara e óbvia para isso é a boa e velha educação financeira. Quanto é a soma de seus impostos de fim de ano, 1000 reais? Simples, são 100 reais por mês de fevereiro à novembro, numa poupança ou fundo de investimento com uma baixa taxa de administração. É tão difícil assim?


Alguns podem dizer que esses 100 reais não seriam a única parcela a comprometer, pois há todas as contas do mês, a gasolina cara, e os gastos que aparecem sem avisar. Sim, concordo, mas aí basta usar o bom senso. Digamos que dos 1000 reais em impostos, 300 sejam iptu e 700 ipva. Acho que não precisamos ser muito detalhistas para descobrir que um ipva de 700 é de um carro novo e não popular. Ou seja, o ser vivo não consegue sequer guardar 100 reais por mês, mas anda de carrão.

É simples, é mais simples do que parece, é só viver com os pés no chão, eu tenho convicção e provas de que uma pessoa que ganha 1500 reais por mês, tem condições de guardar até 500 reais em alguns meses cujos gastos foram mais tranquilos. E isso é parte experiência própria. Portanto, não há desculpas, se as contas estão pesadas é necessário fazer uma revisão de vida.

O ensaio da semana trás carros isentos de IPVA, mas com muita classe! E para fechar com Rock de qualidade, Bad Company!


sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Negócios, frustrações e oportunidades.

Você já perdeu a chance de comprar algo que queria muito e ficou se sentindo péssimo por isso? Perdeu um promoção, quando chegou já tinha acabado, um negócio que não deu certo. Uma roupa, um livro, uma passagem aérea, um carro. Independente do tamanho ou do preço do que se almeja, a questão é que ninguém gosta de perder uma oportunidade. E a verdade é que as frustrações fazem parte da economia.


Como todo mundo sabe, eu gosto muito do exemplos automotivos, e eu já expliquei que além do gosto pessoal há ainda um grande motivo. A industria e o comercio de automóveis é uma das forças motrizes que comanda a economia. Desde a sua criação no final do século xix, o automóvel é o que, literalmente, leva o mundo aonde ele quer ir. Sua função militar, é claro, foi notável, e daí até ajudar a dona de casa a trazer as compras do supermercado para casa, o carro é figura indispensável numa sociedade moderna.

Mas enfim, estávamos falando de negócios, e eu acho que um dos mercados mais complicados da atualidade é justamente o de carros usados. Esse assunto para mim é uma paixão, a adrenalina de negociar, desde o procurar um carro pela internet até o momento de fechar uma venda, uma troca, são momentos de verdadeira emoção para algumas pessoas, e eu me incluo nisso. Mas é no mercado de automóveis usados que moram grandes frustrações.

A primeira delas é quando você se encanta com um carro e ele já foi vendido, mas digamos que essa é fácil de engolir, pois afinal de contas você sequer viu o carro. Mas há situações piores, como você gostar de um carro, ir vê-lo e descobrir que não era tudo aquilo que você imaginava, a pintura está queimada, ou pior, você gira a chave e só vê fumaça. É, e o pior de tudo é que às vezes você está desesperado, sua carta na manga nem vale muito e você arrisca. Você compra um carro que não era como você imaginava. E o tempo vai passando e você descobre que é como se você tivesse voltado à adolescência, com aquele carro velho, barulhento, que consome um bom dinheiro em manutenção. Tudo bem, o primeiro carro de 90% das pessoas que eu conheço não era assim, mas se meus amigos de bolsos menos favorecidos lá de 10 ou 12 anos atrás vão bem lembrar como era a vida.


Enfim, você gasta, arruma, usa no dia a dia, falta tempo, falta dinheiro, você sabe o que quer fazer mas não consegue. Você olha do lado e vê que tem na garagem um carro novo, sim, pois quem sabe negociar pode até fazer maus negócios, mas também acerta. Mas de qualquer forma o seu carro velho, que deveria ser só um projeto de restauração e uso nos fuins de semana, de repente se torna seu carro oficial, sofrendo muito mais do que deveria. Por sorte é um tanque, onde cada centavo gasto vale a pena e dá resultado.

O que fazer? É claro que ele ainda está à venda, ou deveria ser já está à venda, enfim, está à venda por que o que comanda minha mente é o negócio, seja para ganhar (e algumas vezes eu ganhei mesmo) seja para empatar (sempre uma opção) ou até mesmo para perder. Pois no negócio de automóveis você não perde, só o prazer de dizer que eu estou tentando trocar de carro pela 5ª vez no período de um ano já significa muito. Não pra você, significa pra mim! Esse é o meu lance, o meu hobby, o meu estilo de vida.

E sobram histórias, lembranças, fotos e fatos que marcam cada carro que passa pela garagem. Eu chuto dizer que os mesmos 90% que nunca dirigiram um carro com mais de 10 anos de uso, também não vão entender o que é essa sensação. Mas aqui há um viés econômico muito forte que eu uso como justificativa racional. Todos os carros que eu comprei até hoje, e não foram poucos, foram à vista. 0% de financiamento, um dos maus que assola essa humanidade, que torna pessoas que se acham espertas em reféns de uma parcela que suga 30, 40 às vezes mais de 50% do seu salário.


Mas o que fazer? Vender por um preço injusto e correr atrás de outro carro meia boca? Juntar dinheiro em paralelo e comprar algo como já fiz outras vezes, ficando com mais carros do que pernas? Esperar, investir, tentar transformar o que aparentemente é o carro mais "velho" que tive nos últimos anos no que ele pode ser tornar? O que ele pode se tornar? A questão é que este carro é o único que tem potencial para tirar o trono do meu maior troféu. Gol, nenhum foi tão aclamado pelo público como aquela personalização. E quem mais poderia substituir com louvor se não um Voyage de mesmo ano?

Tudo bem que talvez você tenha lido tudo isso e chegou aqui sem entender nada, mas o blog é meu e eu escrevo o que eu quiser. Um abraço e até a próxima. Mas não deixe de ler, você nunca sabe o que está por vir no Rápidas!

No vídeo da semana, uma homenagem a uma das clássicas bandas nacionais que não estão sempre na mídia. Eu conheço e recomendo muitas músicas, mas aí vai a mais famosa de todas, para relembrar!